Na TV, Sophia Loren e Marcello Mastroianni

Wendy Hiller foi uma grande atriz inglesa que morreu em maio. Nesta sexta-feira, a partir das 18h35, o Telecine Classic, da Net/Sky, exibe uma série de três filmes por ela interpretados. Começa com Pigmalião, de Anthony Asquith, e prossegue com Vidas Separadas, de Delbert Mann, às 20h15, culminando com Major Bárbara, de Gabriel Pascal, às 22 horas. O primeiro e o terceiro baseiam-se em textos de George Bernard Shaw. O último recebeu, no ano passado, uma montagem excepcional do grupo Tapa, em São Paulo. Por mais interessante que seja essa programação, o destaque de hoje está no Eurochannel, da TVA e DirecTV, que prossegue, às 22 horas, com o ciclo Matrimônio à Italiana, iniciado na sexta passada com Divórcio à Italiana, de Pietro Germi. Ontem, Hoje e Amanhã, de Vittorio De Sica, venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1964. De Sica já havia sido premiado pela Academia de Hollywood em 1946, por Vítimas da Tormenta (Sciuscià) e, em 1948, por Ladrões de Bicicletas. Receberia mais um Oscar, em 1971, por O Jardim dos Finzi-Contini. Na época de Ontem, Hoje e Amanhã, De Sica já havia renegado a herança neo-realista para fazer filmes moldados no estrelismo da bela Sophia Loren. Marcello Mastroianni e ela interpretam os três episódios que compõem a narrativa. No primeiro, Sophia é uma burguesa entediada e a trama parece uma paródia dos grandes filmes da trilogia da solidão e da incomunicabilidade de Michelangelo Antonioni. No segundo, é uma napolitana que trabalha com contrabando e vive grávida para escapar da polícia. No terceiro, seduz o noviço Marcello. Sophia é um estrondo de sensualidade, mas o episódio provocou polêmica por sua tese, a de que a Igreja Católica emasculava o macho italiano em plena década da liberação sexual.

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