Na TV paga, o melhor de Peter Greenaway

Na entrevista que deu ao Estado na semana passada, o diretor inglês de origem galesa Peter Greenaway disse que virá a São Paulo no ano que vem, para rodar, em abril ou maio, cenas de seu novo filme, The Tulse Luper Suitcase. Greenaway está nos cinemas da cidade com seu filme mais chato e pedante, sem deixar por isso de ser também intrigante, Oito Mulheres e Meia. Ele é o homenageado de hoje do Eurochannel. Às 21 horas, o canal europeu da TVA mostra um Eurodrops especial, com entrevista do diretor. Na seqüência, passa A Última Tempestade. O Shakespeare multimídia de Greenaway talvez seja o melhor filme do diretor.Apaixonado por Tiepolo e Veronese, Greenaway também admite ter sido influenciado por Caravaggio e La Tour. O leque de influências é maior e, em Oito Mulheres e Meia, cujo título remete a Fellini (Oito e Meio), o autor também assimila Mondrian.A Última Tempestade é, na verdade, A Tempestade (que teve até versão em ficção científica: O Planeta Proibido, de Fred M. Wilcox, nos anos 50). No original, chama-se Prospero´s Books. O grande John Gielgud é Prospero e o filme, que mistura pintura, literatura, cinema e tecnologia de alta definição, possui um esplendor visual incomparável na carreira do diretor.

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