Na tela, o ambiente e o cotidiano dos artistas

Experimentação é uma das palavras-chave quando se trata da Bauhaus

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2013 | 02h09

A seleção de filmes trazidos pela mostra traz preciosos documentos sobre o ambiente e o cotidiano da Bauhaus e da intensa efervescência modernista do período entreguerras.

Um deles, de autoria de Lázló Moholy-Nagy, registra o 4.º Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, realizado em 1933 a bordo de um navio durante o qual foram definidas as "diretrizes estabelecidas para a cidade funcional", que depois Corbusier usaria para redigir a célebre Carta de Atenas.

Série. Outro destaque no campo documental é um dos sete episódios da série Como Viver de Um Modo Saudável e Econômico, desenvolvida para divulgar as criações da escola e que mostra de forma bastante didática as vantagens do mobiliário e utensílios modernos colocados em prática na Casa Gropius, que funcionou como uma espécie de laboratório experimental.

Experimentação é uma das palavras-chave quando se trata da Bauhaus. E isso é visto nos mais diferentes campos de ação.

Um dos trabalhos de maior potência plástica do núcleo de filmes é prova disso. Trata-se da série de pequenos extratos das recriações que o bailarino e coreógrafo Gerhard Bohner fez das criações desenvolvidas sob a coordenação de Oskar Schlemmer no palco de Dessau entre os anos 1926 e 1929. Combinando movimentos, sons e formas de grande simplicidade e impacto. / M.H.

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