Na Suécia, projeto Biblioteca Viva "empresta" pessoas

Uma biblioteca sueca, percebendo que não apenas livros são julgados pela capa, vai oferecer uma oportunidade diferente aos visitantes este fim de semana - o empréstimo de um muçulmano, uma lésbica ou um dinamarquês. A biblioteca de Malmo, a terceira maior cidade da Suécia, permitirá que visitantes curiosos peguem "emprestadas" as pessoas para um bate-papo de 45 minutos num projeto visando combater preconceitos sobre religiões, nacionalidades e profissões. O projeto, chamado Biblioteca Viva, foi apresentado no Roskilde Festival de 2000 na Dinamarca, informou a bibliotecária Catharina Noren. Posteriormente, o projeto foi realizado na Dinamarca, Noruega, Portugal e Hungria. Também estarão disponíveis para empréstimo neste sábado e domingo um jornalista, um cigano, um cego e um ativista dos direitos dos animais. O objetivo é dar às pessoas em geral "uma nova perspectiva sobre a vida", segundo a biblioteca. "Existe preconceito sobre tudo", disse Noren. "Estamos lutando contra preconceitos e promovendo a coexistência". O empréstimo de uma pessoa será gratuito, e a biblioteca também oferecerá café em sua cafeteria onde os "livros vivos" vão responder perguntas sobre suas vidas, crenças e trabalhos. Malmo, na costa sudoeste sueca, possui uma das maiores comunidades de imigrantes do país. Ela também está localizada perto de um pequeno estreito que separa a Suécia da Dinamarca e, depois de séculos de confrontos entre os dois países, existe agora uma rivalidade amistosa entre eles. Mas, os dois povos têm uma visão estereotipada um do outro. "A rádio dinamarquesa ligou para nós perguntado que preconceito temos em relação a eles", contou Noren. "Eles me fizeram perguntas duras".

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