Na noite de sábado, a união panorâmica de três linguagens

Por intenção ou não dos programadores do festival, a última noite do BMW no HSBC Brasil, no sábado, mostrou o jazz em três diferentes linguagens e formações, criando uma sequência de vista panorâmica. Brad Mehldau veio em trio e usou cada minuto de sua 1h15 de show para surpreender invertendo completamente as sensações entre uma e outra faixa. Fiel à fama de jazzista "reconstrutor" de temas pop, fez Great Day, de Paul McCartney, e And I Love Her, de Lennon e McCartney; além de Trocando em Miúdos, de Francis Hime e Chico Buarque; Dexterity, de Charlie Parker; Since I Fell For You, de Buddy Johnson; e sua Sehnsucht. Sua acessibilidade foi logo substituída pela rigidez do jazz do baterista Johnathan Blake e seu quinteto. Blake, um jovem ex-sideman que lidera, mesmo do fundo do palco, uma vigorosa máquina de improvisos com dois saxofones, além de baixo, bateria e piano, chegou mostrando que a história com ele era outra. Depois de uma rápida introdução de bateria, explodiu na condução do ritmo de Free Fall. Seus músicos, então, só respiraram depois de 1h de show. O exigente duo do saxofonista Joe Lovano e do trompetista Dave Douglas, seguidos por um quinteto, deram mais um passo à frente na quebradeira rítmica e fecharam a temporada alternando temas de um e de outro, como Sound Prints, de Lovano; Sprints, de Douglas; e Weatherman, de Lovano. / JULIO MARIA

O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2013 | 02h07

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