Na noite brasileira, Nelson Freire brilha

Crítica: João Luiz Sampaio

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h07

JJJJ ÓTIMO

JJJ BOM

A leitura de Marin Alsop para a Sinfonia Novo Mundo, de Dvorak, com a qual a Osesp abriu na quarta-feira seu concerto no Proms, em Londres, se preocupa em voltar ao original e limpar a música de quaisquer excessos na interpretação. Isso, porém, expõe a orquestra, em especial nos momentos em que a maestrina opta por andamentos mais lentos - e evidencia problemas de clareza e equilíbrio entre os naipes, além de falhas pontuais, em especial na seção de metais. As duas fanfarras - de Aaron Copland e Joan Tower - serviram de introdução à segunda parte, dedicada à música das Américas (a sinfonia de Dvorak, criada nos Estados Unidos, entra de contrabando no conceito). No Momoprecoce, reunião de oito miniaturas para piano e orquestra de Villa-Lobos, a Osesp teve desempenho bastante superior à interpretação da mesma peça, há cerca de um mês, na Sala São Paulo.

Nelson Freire, em noite especial, criou habilmente os coloridos exigidos por cada um dos quadros, da brejeirice da Manha de Pierrete ao samba da Folia do Bloco Infantil, acompanhado de perto por Alsop - com destaque para os fagotes, violino e flauta solistas nas Peripécias do Trapeirozinho. A suíte Estância, de Ginastera, com sua Dança Final, abriu caminho para um encerramento apoteótico, embalado, no bis, pelo Frevo, de Edu Lobo.

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