Na moda, a semana começa com Amni Hot Spot

Evento que é celeiro de novos nomes da moda chega à 10.ª edição e apresenta as propostas de 23 estilistas. O estilo varia. Pode ser mais comportado, minimalista, chique até não poder mais, ou mais impactante, colorido, com jeitão de meninas marotas. No Amni Hot Spot, que será realizado de segunda a quarta-feira no Espaço W do Iguatemi, tem roupa para todo mundo, não só para moderninhos iniciados. Estão representadas no evento - que funciona como uma incubadora de jovens estilistas - várias vertentes, mostrando que o fôlego da renovação na área está longe de acabar. Nesta edição de verão, o Hot Spot comemora o estréia de quatro novos nomes, que se juntam aos 19 já existentes: Lolie, da dupla Mafá Junqueira e Bianca Ranucci, que criam peças femininas, exclusivas, com tecidos especiais; Adriana Degreas, marca de beachwear que propõe alta costura para moda praia; Julia Aguiar, filha da estilista Marisa Ribeiro, que aposta no minimalismo feminino e chique e, para completar, o Amni Hot Spot fez um convite especial à Ana Strumpf, dona da Fuxique. Ana vai mostrar no evento sua primeira coleção, assinada por ela e pela estilista Pitty, da marca Amapô (que também participa do evento). Desfilam nesta temporada as marcas: Adriano Costa, Adriana Degreas, Amapô, Amonstro por Helena Pimenta e Lívia Torres, Cecilia Echenique, Depeyre by Julien e Melissa, Eduardo Inagaki, Emilene Galende, Fuxique por Ana Strumpf, Gokko, If, Igor de Barros, J. Pig, Jefferson de Assis, Júlia Aguiar, Jonas Fujita, Lolie, Priscilla Darolt, Raquel Uendi, Sallomeh por Carol e Gabi Rahal, Simone Nunes, Thaís Gusmão, Wilson Ranieri. O evento chega à sua décima edição mostrando que é uma fórmula que dá certo. O Amni não é só desfile. A idéia é dar suporte, com apoio financeiro e de matéria-prima, para que os estilistas possam desenvolver suas coleções, amparados por profissionais que oferecem consultoria de marketing, branding e estilo. Entre os nomes que já saíram do projeto, estão Fábia Bercsek, Erica Ikezili, Samuel Cirnansck, Neon e Gisele Nasser, que agora gastam o salto na São Paulo Fashion Week. "Meu booker é o Paulo Borges", brinca Wilson Ranieri, 26 anos, um veterano do Amni Hot Spot, que está no projeto (idealizado pelo também criador da SPFW) desde o início. Ranieri saiu da faculdade para a passarela e não se acanha em mostrar coleções com um quê comercial. "Sempre quis fazer roupa", esclarece. E fez vestidinhos de malha deliciosos para esta edição. Eduardo Inegaki, 27 anos, já aprendeu que é preciso saber ganhar e não gastar tanto dinheiro. "O projeto te joga nesse mundo, na parte comercial. Mostra que não basta ser só imagem, só marketing, tem de produzir, entregar. Aprendi a negociar com as pessoas", avalia. Emilene Galende, filha de mãe dona de malharia no interior de São Paulo, está com 28 anos, e 10 edições de Hot Spot no currículo. Lidar com o negócio da moda é perturbador, segundo a estilista. "É muito complicado fazer tudo, mas eu tenho jogo de cintura", acredita. Em seu terceiro desfile, as irmãs Carol e Gabi Rahal não têm esse problema. Gabi cuida do estilo, Carol do marketing e do comercial. E capricham no artesanal para a grife Sallomeh (sim, os dois eles e o agá são numerologia). A estreante Julia Aguiar, de 23 anos, é filha da moda (sua mãe e a estilista Marisa Ribeiro). Já Cecília Echenique, de 26 anos, fez da moda suporte para o design, e faz peças multiuso. Criatividade não falta por lá. Vale conferir, se tiver convite.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.