Na mesma hora, Garrel e Nichols

Taxi 2

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2010 | 00h00

15H50 NA GLOBO

(Taxi 2). França, 2000. Direção de Gerard Krawczyk, com Samy Naceri, Frederic Diefenthal, Marion Cotillard, Emma Sjoberg, Bernard Farcy.

O primeiro filme da série foi realizado por Gérard Pirès e os restantes, por Krawczyk, chegando até o 4. Samy Naceri, considerado o bad boy do cinema francês por seus problemas com a Justiça (quando jovem), volta ao papel do taxista de Marseille. Seus problemas em casa, no trabalho, as atribulações dos passageiros, tudo é motivo de humor. O público francês adorou a série. O público de fora, nem tanto. Mas, atenção, Marion Cotillard está presente, antes da explosão de Piaf. Já era bela, sedutora (e talentosa). Reprise, colorido, 89 min.

Amantes Constantes

22 H NA CULTURA

(Les Amants Réguliers). França, 2005. Direção de Philippe Garrel, com Louis Garrel, Clotilde Hesme, Julien Lucas, Eric Rulliat.

O horário da Mostra na Cultura exibe o grande filme do francês Garrel que virou cult em São Paulo. É um pouco Os Sonadores do autor, que, como Bernardo Bertolucci, se debruça sobre o célebre Maio de 68, em Paris. Até o ator é o mesmo, Louis Garrel, filho do diretor. Se há um culto a Garrel e à sua exigência - filmes quase sempre silenciosos, personagens muitas vezes sem motivações, cenas descontínuas, etc. -, há outro, muito forte, a Louis, cuja beleza viril encanta cinéfilos de todos os sexos. Reprise, colorido, 160 min.

A Primeira Noite de Um Homem

22 H NA REDE BRASIL

(The Graduate). EUA, 1967. Direção de Mike Nichols, com Dustin Hoffman, Anne Bancroft, Katherina Ross.

Um marco na produção de Hollywood nos anos 1960, este filme virou clássico, tanto por sua história quanto pela maneira de contá-la. Dustin Hoffman faz o recém-formado que não sabe o que quer - e vira amante da mãe da namorada. O humor, a trilha de Simon e Garfunkel, com os hits The Sound of Silence e Mrs. Robinson, as atuações luminosas de Hoffman e Anne Bancroft, tudo contribuiu para a glória do filme. Mike Nichols ganhou o Oscar de direção.

Reprise, colorido, 115 min.

Tchiloli - Identidade de Um Povo

22 H NA TV BRASIL

(Tchiloli - IdentidadedeumPovo). São Tomé/Príncipe, 2010. Direção de Felisberto Branco.

Embora curto, este documentário se inspira em espetáculo de mais de quatro horas que costuma ser definido, pelos habitantes da região, como a representação da própria história de São Tomé/ Porto Príncipe. Por meio de canto, dança e mímica, trata do crime cometido pelo herdeiro da coroa do imperador francês Carlos Magno. Ele nega que o tenha feito, mas o pai precisa encarar a necessidade de sua condenação, para manter o reino unido. Inédito, colorido, 52 min.

Os Doces Bárbaros

23 H NA TV BRASIL

Brasil, 1978. Direção de Jom Tob Azulay.

O que seria apenas o registro de um acontecimento musical - o show que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia realizaram para comemorar dez anos de carreira - alcançou uma dimensão política quando Gil foi preso por porte de droga. A música está presente, claro, mas a força do documentário de Tom Job Azulay vem do retrato que faz da arte contra a repressão do regime militar. Reprise, colorido, 100 min.

A Hora do Espanto

1H05 NA REDE BRASIL

(Fright Night). EUA, 2000. Direção de Tom Holland, com Chris Sarandon, William Ragsdale, Amanda Bearse, Roddy McDowall, Stephen Geoffreys.

Adolescente desconfia de que seu vizinho é vampiro e se une a astro de uma série de TV para combatê-lo. O problema é que o cara só é corajoso na telinha. Uma pequena joia - uma fantasia de horror, à moda antiga, em que tudo dá certo. Os efeitos e as interpretações de Roddy McDowall e Chris Sarandon (o vampiro) agregam qualidade. Houve uma sequência, erotizada pela presença de Julie Carmem como a irmã sexy que vem vingar o sugador de sangue. Reprise, colorido, 87 min.

Plástico: Ascensão e Queda de Um Milagre Moderno

1H15 NA CULTURA

Direção de Ian Cinnacher.

Em 1958, Alain Resnais fez um documentário, Le Chant du Syrène, para falar dos plásticos e do impacto que o seu uso introduziu na vida - e economia - modernas. Ian Cinnacher retoma o assunto para discutir o efeito poluidor do plástico - e propor soluções. Inédito, sem indicação de ano nem duração.

Intercine

1H50 NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre - Será Que Ele É?, de Frank Oz, com Kevin Kline, Joan Cusack, Debbie Reynolds, Wilford Brimley, Matt Dillon e Tom Selleck, sobre homem que duvida da própria sexualidade quando toda a cidadezinha comenta que ele pode ser gay; o tom é de comédia, mas grave; e Voo 93, de Peter Markle, com Jeffrey Nordling, Brennan Elliott, Kendall Cross e Olsson, sobre os passageiros do fatídico voo que não chegou ao seu destino, no 11 de Setembro; feito para TV, não obteve a mesma repercussão de Voo United 93, de Paul Greengrass, que é mais espetacular, senão realmente "melhor".

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