Na Europa, são públicos preferenciais

Legislações que estabelecem o direito à meia entrada não são exclusividade do Brasil

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2013 | 02h10

Legislações que estabelecem o direito à meia entrada não são exclusividade do Brasil, pelo contrário. Na Europa, onde jovens e "seniores" não são vistos como um peso ao mundo cultural, e sim como uma oportunidade de fidelização do público, leis similares fixam há décadas o direito, reservado em geral a estudantes menores de 25 anos e a adultos com mais de 55.

Na França, por exemplo, o "passaporte" dos jovens é a carteira de estudante emitida pelas universidades e "altas escolas", as faculdades de elite, e não há limites quanto ao número de ingressos. Salas de alto prestígio, como a Ópera Bastille, em Paris, dispõem até mesmo de planos de fidelidade para jovens com preços 50% mais baixos. Em bilhetes de "último minuto", comprados na hora do espetáculo, os estudantes podem pagar até € 5. Em alguns teatros, os descontos chegam a 70% - acima do que determina a lei. Para os mais velhos, a legislação francesa é menos generosa. Ela prevê descontos e vantagens para espetáculos culturais, mas com frequência o benefício é limitado a pessoas de baixa renda. Se a lei não é tão favorável, o mercado cultural não raro preenche a lacuna. Há sites especializados que oferecem descontos para "seniores". / ANDREI NETTO, DE PARIS

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