'Na estreia, já vi que ela era grande'

Aos 80 anos recém-feitos, 42 de Municipal, o maestro Henrique Morelenbaum viu estrear músicos como Nelson Freire, Cristina Ortiz e Arnaldo Cohen e muitas bailarinas. De Ana Botafogo, lembra até dos primeiros passos. Ele era o diretor do teatro quando ela prestou concurso.

O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h08

Como as companheiras de balé Nora Esteves e Cecilia Kerche, que só têm palavras elogiosas para Ana - "é uma empreendedora", "sempre trabalha de bom humor" -, Morelenbaum louva sua determinação.

"Ela é uma filha artística. Do fosso da orquestra, o maestro vê a ponta dos pés dos bailarinos. Em sua estreia, em Coppélia, na primeira pisada vi que já era uma grande artista. Foi um sucesso tão grande que batemos um recorde de 17 apresentações. Só não foram mais porque o teatro não tinha outras datas. Ela superou momentos difíceis (ficou viúva duas vezes) de forma extraordinária. Não é artista só do balé, mas da vida. Muito cordata, companheira, sabe que balé é conjunto." / R.P.

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