Na estrada com ''o maior da sanfona''

O Milagre de Santa Luzia (Miração Filme, R$ 29,90) é um filme conduzido por Dominguinhos, mas é sobre Luiz Gonzaga. Afinal um é indissociável do outro, como o instrumento que lhes deu régua e compasso. "Não há nem sequer uma foto de Gonzaga no filme, no entanto ele paira sobre tudo", observa o diretor Sérgio Roizenblit. Ele tinha realizado antes outro documentário, O Brasil da Sanfona, projeto de Myriam Taubkin. "Esse é o desdobramento do Brasil da Sanfona. A diferença é que o outro era um filme sobre a sanfona com o Brasil de fundo. Este é o contrário."

, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2011 | 00h00

No estilo road movie, o filme começa com Dominguinhos tocando sozinho o tema de Lamento Sertanejo caminhando lentamente por uma estrada vazia no sertão pernambucano. Rodando mais adiante, segue para Exu, terra de Gonzagão, que tem um tocante poema escrito e falado por Patativa do Assaré. Da secura do Nordeste, encontrando boiadeiros e sanfoneiros pelo caminho, o espectador é levado ao deslumbre das águas pantaneiras, depois ao Rio Grande do Sul, onde encontra Luiz Carlos Borges, Renato Borghetti e outros acrescentam capítulos importantes sobre a história da sanfona brasileira.

Dali a viagem segue para São Paulo e fecha o círculo de volta ao Nordeste, com a última gravação da vida de Sivuca e Dominguinhos contando sua própria história. "Acho Dominguinhos o maior nome vivo da sanfona no mundo", diz Roizenblit. "Ele é um monumento." E o Luiz Gonzaga, nascido no dia de Santa Luzia (13 de dezembro) "é o próprio milagre". "Sem ele não haveria nada", diz o diretor. Gil e Dominguinhos estão de acordo.

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