Na Estante da Semana, os bastidores de Chinatown

Os bastidores das filmagens de Chinatown, o já clássico filme de Roman Polanski. As grandes idéias da ciência, em linguagem para os leigos compreenderem. Uma antologia de contos sobre vampiros. Esses são destaques entre os lançamentos recentes das editoras.OS BASTIDORES DE UM SUCESSO DO CINEMA. UM FILME DE POLANSKI.O roteirista e dramaturgo Michael Eaton revela no livro Chinatown detalhes da obra-prima do cinema dirigida por Roman Polanski (1974) e estrelada por Jack Nicholson e Faye Dunaway. O filme, ambientado numa Los Angeles da década de 1930, conta a história de Jake Gittes, detetive particular especializado em casos de adultério, contratado por Evelyn Mulwray. A bela mulher suspeita de que o marido, engenheiro-chefe do Departamento de Água e Energia, está envolvido com uma jovem. O detetive descobre, no entanto, que o caso extraconjugal esconde uma trama de corrupção política.O filme Chinatown, indicado para 11 Oscars, venceu um, o de melhor roteiro original. Freqüentemente é apontado como uma das 100 melhores produções de todos os tempos. Eaton comenta as peculiaridades das filmagens, alterações do roteiro, decisões do estúdio e as dificuldades de relacionamento entre produtor, roteirista e diretor. O autor analisa a trama no contexto da figura do detetive na literatura e no cinema, compara-a com as cenas filmadas e fatos reais da história de Los Angeles e destaca os aspectos que evidenciam o clima noir de Chinatown.Chinatown (Rocco, 108 páginas, R$ 19,50) é mais um título da coleção Artemídia, que reúne estudos e ensaios sobre cinema, a moda, a história da vida privada, a música, a comunicação visual, a propaganda, a cidade e o corpo.AS GRANDES IDÉIAS DA CIÊNCIA, EM EXPLICAÇÕES PARA TODOS ENTENDEREM.A matéria tem componentes básicos? Se ela os tem como são eles? Que relação há entre os diferentes tipos de átomos que existem no universo? De onde vieram os átomos? Qual é o seu destino? Como está organizada a matéria do universo no planeta Terra? Como se originou e se desenvolveu a vida na Terra? No livro As Cinco Maiores Idéias da Ciência (Prestígio, 204 páginas, R$ 27,90), está uma discussão animadora e informativa.Em linguagem simples e usando termos de fácil compreensão, os autores, Charles M. Wynn e Arthur W. Wiggins, oferecem um excelente antídoto para qualquer caso de falta de conhecimento científico. Sidney Harris, o mais destacado cartunista científico dos Estados Unidos, contribuiu com os cartuns que pontuam a prosa e iluminam seu conteúdo. Seu humor, como qualquer humor, advém do inesperado e do incongruente. Ele nos surpreende com novos pontos de vista.Diagramas e cartuns bem-humorados ajudam a explicar o que faz das cinco teorias (o modelo atômico, da física; a Lei periódica, da química; a Teoria do big-bang, da astronomia; o modelo das placas tectônicas, da geologia; a Teoria da evolução, da biologia) as mais importantes aos olhos dos cientistas.UMA NOVA ANTOLOGIA DE CONTOS. AGORA, CHEGARAM OS VAMPIROS.Prepare-se, leitor, para uma apavorante viagem pelo universo dos mortos-vivos. A nova antologia de contos organizada pelo escritor Flávio Moreira da Costa reúne em treze histórias o que existe de melhor e mais representativo sobre vampiros.Vampiros são assunto desde os tempos mais remotos. A partir do final do século XVIII, as horripilantes criaturas que se alimentam de sangue, garantindo, assim, forças para viver eternamente, começaram a habitar não só as mentes humanas, mas também, para o nosso deleite, as páginas dos livros.Nos 13 dos Melhores Contos de Vampiros (Ediouro, 472 páginas, R$ 32,00), Flávio Moreira da Costa resgata textos escritos em épocas e culturas diversas, frutos de movimentos culturais aparentemente sem ligação. Estão na antologia, por exemplo, O Estranho Misterioso, criação de um alemão anônimo; O Hóspede de Drácula num capítulo inédito de Bram Stoker, pai de todos os vampiros; A Morte Apaixonada, uma deliciosa surpresa de Théophile Gautier; e Richard Matheson com o seu Eu sou a lenda, um clássico moderno.A RELAÇÃO SOCIALISMO E CRISTIANISMO, SEGUNDO UM PROCURADOR POLÊMICO.Um livro de 1.149 páginas. Portanto, escrito por alguém que tem muita história para contar. Vejamos um pouco do que está em Socialismo ? Uma Utopia Cristã, de Luiz Francisco F. de Souza, nas palavras de Dom Moacir Grechi, arcebispo de Porto Velho (RO), a quem coube a apresentação. "Nosso valente procurador da República", escreve ele, "realizou um trabalho imenso: reuniu toda sorte de estudos mostrando as raízes religiosas do socialismo. Esse é o fruto de uma leitura atenta e bem informada feita ao longo de muitos anos. O autor mostra de modo convincente que até a metade do século XIX o socialismo ostentava uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã. Foi só depois do ?Manifesto? de Marx e Engels que o socialismo, em sua expressão dominante, se afastou de suas fontes religiosas".O mais novo lançamento da Editora Casa Amarela (a mesma da revista Caros Amigos) acaba de chegar às livrarias. Nele estão também, na contra-capa, algumas palavras de incentivo à sua leitura escritas por Frei Betto. Palavras assim: "Este é um texto denso, que se move com muita acuidade e senso crítico dentro de um universo erudito, porém despido de afetação, no qual o autor resgata ? com sua inteligência garimpeira de quem se acostumou a investigar entrelinhas ? o melhor da tradição e da história do Cristianismo e do Socialismo. A atualidade da obra e sua importância para o momento que vivemos no Brasil e no mundo fazem eco crítico, em tom profético, diante do pensamento neoliberal que, hoje, destrói corações e mentes, invertendo a escala de valores, enfatizando a competitividade acima da solidariedade e tentando minar as possibilidades de uma economia solidária realçando, como bem supremo, a apropriação privada do lucro e não o bem comum".O livro Socialismo ? Uma Utopia Cristã (R$ 90,00) é a estréia como escritor de Luiz Francisco F. de Souza, um procurador chamado freqüentemente de itimorato, por ter contribuído, e muito, para a elevação do Ministério Público.UMAS LIÇÕES PARA EMPRESÁRIOS. MUITO BOAS LIÇÕES.Na sociedade atual, para competir e garantir sua sobrevivência, uma empresa precisa saber administrar seus ativos intelectuais. Essa é a mais importante lição de Gestão do Conhecimento ? Os elementos construtivos do sucesso, livro dos alemães Gilberto Probst, Steffen Raub e Kai Romhadt. A obra oferece uma visão clara e abrangente das mais importantes idéias, instrumentos e aplicações atuais da gestão do conhecimento.Gestão do Conhecimento (Bookman, divisão da Artmed, 286 páginas, R$ 49,00) subdivide o tema em módulos, ou "elementos construtivos", e oferece uma abordagem detalhada dos mais importantes processos. Essa divisão baseia-se na experiência dos autores em mapear nas empresas os processos essenciais em gestão do conhecimento e as principais áreas de problemas. Probst acredita que essa estrutura ajuda o leitor a analisar sua própria situação e a estruturar suas atividades de gestão do conhecimento.Destinado a estudiosos, a empresários e a consultores de empresas, o livro pretende dar ao leitor condições de discernir entre a variedade de soluções de gestão do conhecimento disponíveis e estimulá-lo a fazer sua própria ação. Isto porque, de acordo com Probst, não existem soluções-padrão. Segundo ele, uma empresa pode achar conveniente tornar sua base de conhecimento acessível a seus concorrentes, ao passo que outra pode precisar manter suas competências secretas. E ele alerta: "Muito cuidado com consultores que prometem soluções sem fazer análise cuidadosa dos problemas da empresa".HISTÓRIAS DE UM REPÓRTER DE SUCESSO. MUITAS HISTÓRIAS.Mais um livro do jornalista mineiro José Roberto Alencar, um repórter que se considera "sortudo e desajuisado". Muita Sorte & Pouco Juízo (Ateliê, 189 páginas, R$ 20,00), é, segundo o autor, a continuação de Sorte e Arte, publicado em 1993.O livro reúne histórias das boas reportagens que "caíram no colo" de um jornalista moldado em boa fôrma: ama o "furo" (notícia exclusiva, em primeira mão) sobre todas as coisas, só pensa na primeira, enxerga reportagem onde ninguém vê, detesta entrevistar por telefone e transforma qualquer viagenzinha em uma aventura.Além de divertidas, as histórias inspiram "focas" (aprendizes de jornalismo) sem ambição, veteranos desanimados e leigos curiosos. No fim do livro tem até um pequeno dicionário dos jargões da profissão. Lendo as histórias, o leitor entenderá que o que Alencar teima em chamar de sorte é muito treino na arte de farejar notícia. E o que ele insiste em considerar falta de juízo é o mais saudável desrespeito aos obstáculos.UM AMOR NA VIDA DO HOMEM LOBO. POR QUÊ UM LOBO? Em A Verdadeira Natureza (Rocco, 212 páginas, R$ 30,00), a escritora norte-americana Alice Hoffman, autora de mais de uma dezena de romances, alguns deles best-sellers internacionais, criou uma história com elementos de realismo fantástico e suspense para discutir solidão, amor, união e conflitos familiares. Robin Moore, a personagem, mora em Nassau County, uma pacata ilha no subúrbio de Nova York, onde todos se conhecem.Recém-divorciada do policial Roy, que não se conforma com a separação, dedica-se ao filho Connor, de dezesseis anos, e ao tio Velho Dick, de noventa.Em visita ao irmão Stuart, psiquiatra no Kelvin Medical Center, Robin surpreende-se com um dos seus pacientes, Stephen, conhecido pelos enfermeiros como Homem Lobo. Stephen não fala, não encara as pessoas, recusa-se a colaborar com o tratamento aplicado pelos terapeutas e se comporta de maneira feroz, sendo capaz de matar qualquer pessoa facilmente. Autoridades do hospital decidem, portanto, transferi-lo para uma instituição psiquiátrica.O encontro de Stephen e Robin deflagra uma magia difícil de explicar. Ela resolve raptá-lo e levá-lo para a sua casa, com a intenção de inseri-lo novamente na sociedade com a qual teve contato apenas quando criança. A convivência mostra-se um sucesso: Robin faz com que Stephen aprenda a ler, ensina noções de etiqueta e consegue desenvolver uma boa comunicação com ele, a ponto de se apaixonar.UM LIVRO SOBRE OS BONS SENTIMENTOS. NELE, QUARENTA HISTÓRIAS. Um escritor realmente dedicado ao seu público: o infanto-juvenil. Em pouco mais de 20 anos, Pedro Bandeira escreveu nada menos de 60 livros, totalizando mais de oito milhões de exemplares vendidos. Agora, em parceria com Marcia Kupstas, lançou Coração de Criança ? O Livro dos Bons Sentimentos.Convictos de que as pessoas, independente da idade, aprendem bem mais com a emoção do que com a razão, os autores resolveram falar sobre os seus (e nossos) sentimentos. "É na compreensão dos sentimentos que está a chave para uma vida mais feliz", garantem. São palavras de dois autores que aprenderam a viver lendo. "Nos livros, nós dois sempre encontramos respostas para nossas dúvidas, consolo para nossas tristezas, como se livro fosse colo para nos confortar e ao mesmo tempo lenço para enxugar nossas lágrimas", completa Bandeira.O livro (Ediouro, 128 páginas, R$ 42,90) reúne cerca de quarenta histórias que ajudam a entender melhor o que sentimos e nos mostram como fazer para que os sentimentos bons superem os maus. Além de textos de Pedro Bandeira e Marcia Kupstas, há outros selecionados e adaptados pelos autores, como "O Suave Milagre", de Eça de Queirós, e "Pintando o Sete", de Mark Twain.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.