Na estante da semana, as mais variadas formas do pensamento moderno

São 50 verbetes, que procuram explicar com clareza a história intelectual do século XX. E mais: as marcas, principal patrimônio das empresas; a violência familiar e os caminhos para o seu combate; romance, contos, humor...UMA GALERIA DE CINQUENTA GRANDES PENSADORES. OS MELHORES DO MOMENTO.Uma introdução da mais alta qualidade ao mundo aparentemente incompreensível do pensamento moderno e, acima de tudo, pós-moderno. Em 50 Pensadores Contemporâneos Essenciais, John Lechet proporciona ao leitor a compreensão e a absorção das teorias que se opuseram ao estruturalismo, apresentando seus mentores e respectivas teorias.Sem abrir mão do rigor epistemológico, o livro visa a esclarecer o pensamento dos principais pensadores modernos. Sua lista de nomes inclui figuras do porte de Chomsky, Foucault, Irigaray, Derrida, Bataille, Baudrillard, Adorno, Freud, Saussure, Kristeva, Lacan, e de outras figuras literárias que mudaram a forma como a linguagem é concebida e que também influenciaram o pensamento do pós-guerra. O leitor passeia pelo estruturalismo, pela semiótica e pelo pós-marxismo até chegar à modernidade e à tão controversa pós-modernidade. Em cada um dos 50 verbetes, o autor ilumina habilmente a complexidade dessas mais variadas formas de pensamento com uma clareza ímpar, fornecendo subsídios para outras leituras.50 Pensadores Contemporâneos Essenciais (Difel, 280 páginas, R$ 38,00) demonstra que o pensamento no século XX enfatiza mais a relação dimensional da existência do que uma dimensão essencial, destacando-se como leitura imprescindível para quem quer compreender a história intelectual dos últimos cinqüenta anos.UMA VIAGEM PELO UNIVERSO DAS MARCAS, NO TEXTO DE RAFAEL SAMPAIO.Se a propaganda é a alma do negócio, as marcas constituem o principal patrimônio das empresas. E existem motivos de sobra para torná-las tão importantes: as transformações e rápidas mudanças sofridas em todo o mundo, no qual surgem novos ambientes de mercado que impõem novas regras e fórmulas de sucesso.O universo das marcas é o tema de Marcas de A a Z, do publicitário e jornalista Rafael Sampaio. O livro (212 páginas, R$ 36,00), da Campus, mostra os detalhes da construção, manutenção e fortalecimento das marcas de todos os tipos - de pequenas empresas a conglomerados globais, de produtos de consumo de massa a bens de produção, do comércio aos serviços.Marcas de A a Z é a mais completa obra escrita sobre o assunto no Brasil. "Rafael Sampaio conseguiu sintetizar uma visão estratégica sobre a importância das marcas na vida dos consumidores", aplaude Aldo A. Bergamasco, presidente do Clube dos Executivos de Marketing e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing.UM ROMANCE DE ESTRÉIA, COM A HISTÓRIA DE UM ALPINISTA SOCIAL.Um livro baseado nos usos e abusos dos estudos sobre o controle da mente e a ciência comportamental. O Jogo da Mente, romance de estréia do inglês Hector MacDonald, conta a história de Ben Ashurst, um alpinista social que concorda em se tornar cobaia de um experimento sobre a mente humana, monitorado por James Fieldhead, o mais famoso pesquisador de Oxford. O autor foi criado na África e obrigado a se adaptar ao mundo europeu quando começou a freqüentar a escola. Tendo desenvolvido uma grande paixão por biologia, tentou carreira em Oxford, antes de entrar para o mundo das letras. O Jogo da Mente (Record, 400 páginas, R$ 40,00), explora essa paixão e trata de temas científicos de maneira concisa e simples. A trama começa quando Ben concorda em passar três semanas em um hotel luxuoso à beira-mar na costa do Quênia, ao lado da sexy Cara. Para isso, basta concordar em ter um chip implantado em seu cérebro. O Jogo da Mente é assustador, repleto de falsidades, reveses e manipulação. A história de um homem forçado a participar de um jogo mortal sem saber quais eram os adversários, qual o prêmio, ou mesmo como fazer para vencer o desafio.UM DEBATE MUITO IMPORTANTE PARA AS FAMÍLIAS. SOBRE A VIOLÊNCIA EM CASA.As múltiplas causas e conseqüências da violência familiar e, também, os caminhos para o combate e a prevenção é o tema do livro O Fim do Silêncio na Violência Familiar: teoria e prática, organizado por Dalka Ferrari e Tereza Vecina, profissionais do Centro de Referências às Vitimas da Violência, de São Paulo.O projeto do Centro atende semanalmente dezenas de crianças de zero a seis anos de idade e também as famílias. Além do atendimento psicológico e social das vitimas da violência doméstica, suas famílias e agressores, o trabalho tornou-se referência nas ações de prevenção, pesquisa e formação de profissionais especializados na questão.O Fim do Silêncio na Violência Familiar (Editora Ágora, 336 páginas, R$ 41,00) é uma coletânea de artigos que conta a experiência dos vários profissionais que participam do projeto. Foi escrito para mostrar cada passo e os resultados da iniciativa, cujas sementes foram plantadas há quinze anos, além de estimular e servir como modelo para novos projetos na área.A iniciativa do Centro foi premiada pela Abrinq em junho de 2002 e tem a Fumcad/ Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, o Ministério da Previdência, a Secretaria da Saúde do Município de São Paulo e a Unicef como parceiros.UMA TERRÍVEL EPIDEMIA DE GRIPE QUE MATOU MILHÕES NA ÁSIA E NAS AMÉRICASEm setembro de 1918, um assassino estava solto. Sua área de atuação estendia-se da Ásia até às Américas, passando pela Austrália e África. Era uma epidemia de gripe. Milhões de pessoas morreram, os caixões se tornaram escassos e necrotérios por todas as partes do mundo estavam abarrotados de corpos.Em Gripe, lançado pela Record (384 páginas,R$ 40,00), a jornalista norte-americana Gina Kolata, repórter de Ciência do New York Times, conta a história de uma das mais impressionantes epidemias, que resultou numa mortandade tão significativa quanto a Peste Negra, na Idade Média. Mais americanos morreram por causa desse vírus do que nas Primeira e Segunda guerras e nos conflitos da Coréia e do Vietnã. Foram 500 mil no total. Ao redor do globo o número atingiu a impressionante marca de 100 milhões de pessoas.O FILÓSOFO AUSTRALIANO PETER SINGER, UM PROVOCADOR, ESTÁ DE VOLTA.Está de volta às livrarias Vida Ética, da Ediouro, uma coletânea de textos sobre os temas mais polêmicos abordados pelo filósofo australiano Peter Singer. No livro, Singer questiona, sem sutilezas, alguns dos mais delicados conceitos que sustentam a moral vigente: a defesa dos animais, o aborto, a eutanásia, as dívidas dos países ricos para com os pobres, o infanticídio, os direitos dos deficientes físicos, a proteção do meio ambiente.Os textos de Vida Ética (420 páginas, R$ 39,90), selecionados pelo próprio autor, ilustram a filosofia que lhe rendeu epítetos como "Professor morte" e "Homem mais perigoso do mundo". Sua indicação para lecionar Bioética na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, provocou intensos protestos daqueles que o consideram um promotor dos ideais nazistas. Mas Singer, originário de uma família judia que viveu os horrores do Holocausto, alega defender simplesmente a idéia de que só se deve viver uma vida que valha a pena ser vivida. Isso, segundo ele, serviria para todos os animais, e não apenas para o homem.OS CONTOS DE ALBERTO GUZIK, JORNALISTA, NUMA SELEÇÃO DA ILUMINURAS.O autor define O Que é Ser Rio, e Correr?, livro lançado pela Iluminuras, como "historias de pessoas, e não de situações." Por quê? Alberto Guzik, jornalista, escritor, crítico de teatro, conta que começou dando títulos diferentes para as histórias que contava, mas logo percebeu que o mais correto seria batizá-las com os nomes de seus protagonistas.Em O Que é Ser Rio, e Correr? (208 páginas, R$ 33,00), seu segundo livro de ficção (em 1995 ele lançou o romance Risco de Vida), Guzik pretende ter elaborado um depoimento pessoal sobre tudo que viu no final do século passado. Uma visão panorâmica. "Todos os contos acabaram tendo personagens muito diferentes do ponto de vista social, passando do lúmpen à socialite", diz ele.UMA VIAGEM PELA HISTÓRIA DO BRASIL. NA VISÃO DE ALGUNS HUMORISTAS.Um livro em que a História do Brasil, do final do século XIX até 1940, é contada através de piadas, sátiras e caricaturas. Piadas, sátiras e caricaturas publicadas na imprensa ou levadas ao palco dos teatros de revistas e aos programas de rádio. Algumas foram até reunidas em discos e filmes.Esta é a matéria-prima que o historiador Elias Thomé Saliba reuniu em Raízes do Riso (360 páginas, R$ 39,50), livro editado pela Companhia das Letras. Irreverentes e críticos, os humoristas brincaram com a linguagem e com os costumes e fizeram a crônica de um período de profundas transformações históricas. Provocando o riso, contribuíram para forjar a identidade brasileira. O livro revela como a produção humorística brasileira atuou intensamente no processo de modernização do país, na criação de um novo jornalismo e no desenvolvimento de novos meios de comunicação, ao mesmo tempo que inovou no uso da língua, aproximando a cultura escrita da tradição oral.Elias Thomé Saliba revigora o estudo da história cultural e oferece um texto ilustrado com divertidas caricaturas, capaz de nos fazer refletir ? de ângulos originais ? a respeito do Brasil e da visão de mundo dos brasileiros.

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