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Musical 'Jacinta', com Andréa Beltrão, estreia no Rio

A primeira experiência cênica acontece diante da rainha de Portugal, no século 16 - Jacinta esmera nas caras e bocas, mas, mesmo apaixonada por teatro, a monarca não resiste a tão desastrosa interpretação, acaba perdendo o ar e morre ali mesmo. Antes do suspiro final, no entanto, ela condena a tão má atriz a ser exilada no Brasil, aonde vai realizar sua aventura em busca do aplauso. Eis o ponto de partida de "Jacinta", musical assinado por Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello, que estreia nesta quinta-feira, no Rio, no Teatro Poeira. E, no papel da pior atriz do mundo, uma das melhores da atual cena brasileira, Andréa Beltrão.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2012 | 10h05

"Não é fácil interpretar uma atriz ruim", garante Andréa. "Há um grande risco de se criar uma caricatura e, no fim, ficar muito vazio." Assim, para evitar o exagero, ela buscou o que chama de escolhas infelizes, ou seja, gritar quando não se deve, acelerar a frase quando se espera uma pausa, rir nos momentos trágicos. "Jacinta é bem-intencionada, busca sempre o aplauso, mas aposta errado."

A trama que chega ao palco é resultado de vários meses de trabalho, modificando o texto original escrito por Newton Moreno entre 2003 e 2004 - antes mesmo de "As Centenárias", peça criada especialmente para Andréa e Marieta Severo e que alcançou enorme sucesso, rodando o País entre 2007 e 2011. "Newton ofereceu Jacinta para algumas atrizes até chegar às mãos da Andréa, que logo se interessou", lembra-se o diretor Aderbal Freire-Filho. "Logo no início das nossas conversas, percebemos que havia um grande potencial para se transformar em um musical. A partir daí, começamos o trabalho de reescrita, inserindo as canções."

É por isso que o espetáculo atual é creditado ao autor original, ao diretor e ao músico Branco Mello, dos Titãs, que se inspiraram no primeiro texto de Moreno. Ao todo, foram acrescentadas 13 canções além de nove temas instrumentais, todos compostas por Mello em parceria com Emerson Villani.

Mais: com a liberdade criativa à flor da pele, os autores decidiram homenagear o próprio teatro, criando uma história atemporal (Jacinta ''viaja'' ao longo dos séculos, sempre exibindo seus dotes negativos), em que o ofício é sempre valorizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

JACINTA

Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104, Botafogo). Tel. (21) 2537-8053. 5ª a sáb., às 21 h; dom., às 19 h. R$ 80/ R$ 100. Até março.

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