Musical de villa no Rio

Os conhecedores da obra de Villa-Lobos que estiverem na plateia de Magdalena no Teatro Municipal do Rio hoje e amanhã vão reconhecer um trecho de uma Bachiana aqui, uma lembrança de Impressões Seresteiras acolá, outra de Remeiro do São Francisco. Magdalena é um musical que Villa compôs em 1948 para a Broadway, com libreto dos norte-americanos Robert Wright e George Forrest, e que estreou no Brasil em 2002, no Festival Amazonas de Ópera.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2010 | 00h00

Só agora a história, que se passa às margens do Rio Magdalena, na Colômbia, no início do século 20, e tem o tempero latino que a Broadway buscava, chega à terra de Villa. O formato é de concerto. A Orquestra Sinfônica do teatro apresenta-se sob regência do maestro convidado Luis Gustavo Petri, titular da Sinfônica de Santos e com experiência em musicais, como My Fair Lady e West Side Story. Participam também o coro do teatro e o Coral Infantil da UFRJ.

Petri conheceu a peça há dez anos, e se encantou. "Magdalena sofreu muito preconceito, disseram que Villa pegou qualquer coisa e juntou. Mas é muito bonita. Ele fez tudo em três meses, só mesmo um gênio!"

Nos papéis principais, estão o tenor Fred Silveira (Pedro) e Rosana Lamosa (Maria), ambos com formação erudita, ele com sete musicais no currículo. Pedro e Maria formam o casal em torno do qual se desenrola a história, que mistura índios, religiosos e até um general glutão que morre de tanto comer.

Em 48, Magdalena passou por Nova York, Los Angeles e São Francisco. A versão em português foi feita por Cláudio Botelho, o mesmo de quase todos os musicais estrangeiros montados no Brasil nos últimos anos. "Acho fundamental cantar na nossa própria língua. Nossa escola de canto ganha muito", acredita Rosana. Há oito anos, ela participou da montagem em Manaus. "Lotamos um espaço de arena, foi lindo!", conta.

MAGDALENA

Teatro Municipal do Rio. Praça Floriano, s/nº, (21) 2332-9191. Hoje e amanhã, 20 h. R$ 20 a 70.

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