Musicais transformam SP na Broadway brasileira

Com cinco musicais em cartaz, São Paulo tornou-se definitivamente a Broadway brasileira. E a variedade de opções permite destacar detalhes preciosos de cada um, como os figurinos de Priscilla, Rainha do Deserto, o humor inteligente de A Família Addams, a inesquecível interpretação de Tim Maia, a mensagem pacifista de Hair e, principalmente, as letras e melodia clássicas de Um Violinista no Telhado. "Por tratar de um assunto universal, mesmo ambientado em uma pequena vila russa, o Violinista continua fazendo sucesso até hoje", observou Sheldon Harnick, autor das letras das canções que, de tão inspiradoras, acabaram incorporadas às grandes festividades judaicas.

AE, Agência Estado

20 de março de 2012 | 10h57

Harnick conversou por telefone com a reportagem. Aos 87 anos (completa mais um em abril), ele figura como um dos grandes letristas do musical americano, especialmente quando formou uma parceria com o compositor Jerry Bock, com quem criou as canções do Violinista, entre outras famosas. O espetáculo, convém lembrar, é inspirado nos tradicionais contos de Sholom Aleichem e conta a história do leiteiro Tevye (José Mayer), morador de Anatevka, um vilarejo judeu encravado na Rússia czarista, no início do século passado. Pai de cinco filhas, ele se vê diante de uma crise quando elas desafiam a tradição ao recusar casamentos arranjados.

Um Violinista no Telhado estreou na Broadway em 1964 e foi o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos. Em 1971, ganhou uma versão cinematográfica. "É curioso que, mesmo hoje, as pessoas continuam rindo e até chorando nos mesmos momentos do espetáculo, da mesma forma que na estreia, em 1964", lembra Harnick.

Ele estipulou um curioso método de trabalho com o colega compositor: Bock primeiro criava a melodia e a enviava, em uma fita cassete. "Eu buscava ao menos dois aspectos quando ouvia suas músicas", observa. "Primeiro, selecionava os trechos que considerava mais bonitos, que me inspirassem imediatamente. E, depois, buscava encaixar as ideias que eu já tinha guardadas no restante do material." Foi dessa forma que nasceram canções como Tradição, Se Eu Fosse um Homem Rico, À Vida, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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