Musicais predominam na Virada Cultural em São Paulo

A Virada Cultural virou um grande festival de música. Das 800 atrações previstas para acontecer entre as 18 horas de sábado até as 18 horas de domingo, cerca de 300 são shows. Serão mais de 12 por hora. Artistas consagrados e iniciantes se revezam em palcos espalhados pela cidade de São Paulo - e nos diversos gêneros da música, brasileira e internacional.

AE, Agencia Estado

30 de abril de 2009 | 10h34

"O público sai de casa para ouvir música", diz Zé Mauro Gnaspini, organizador e curador do evento. O palco da Avenida São João, por exemplo, vai reunir artistas do calibre de Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, e Maria Rita, que encerra o evento. A esperada reunião dos Novos Baianos, anunciada para o mesmo palco, sofreu um desfalque: Moraes Moreira não vem.

Na Estação da Luz, está programada uma grande homenagem ao roqueiro baiano Raul Seixas, no ano em que se completam 20 anos de sua morte. Artistas como Marcelo Nova e Nasi tocam a discografia completa do maluco beleza. Mais rock também na Praça da República, onde as bandas Velhas Virgens e Camisa de Vênus dividem o palco com Ike Willis, ex-vocalista do Frank Zappa.

No Teatro Municipal, haverá uma maratona de discos completos, executados da primeira à última faixa, como já é tradição. "É um contentamento redescobrir a minha carreira", diz Tom Zé, que interpreta ?Grande Liquidação? (1968), seu primeiro álbum solo. O maestro Francis Hime, parceiro de Vinicius de Moraes e Chico Buarque em clássicos da música brasileira, também participa com sua obra homônima de estreia, de 1973. "Para tocar o disco ao vivo novamente, tive de vasculhar o baú e encontrar os arranjos manuscritos da época", afirma o compositor.

Os apreciadores da música clássica também serão contemplados. Haverá apresentações com instrumentistas, orquestras e corais. Alguns concertos acontecem ao ar livre, como os do projeto ?Piano na Praça?. Mas também tem música para baladeiros. São mais de 50 DJs de hip hop, black music, trance, tecno e house espalhados pela cidade, em uma imensa rave urbana. Mas a madrugada cultural não será só de música. Exposições, filmes, peças, coreografias e performances nacionais e internacionais completam a programação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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