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Musicais chegam às telas de cinema de São Paulo

A partir deste final de semana, fãs poderão assistir às versões de ‘Memphis’, ‘Jekyll & Hyde’ e ‘Smokey Joe’s Café’

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

10 de maio de 2014 | 03h00

Depois de conquistar os palcos paulistanos, o teatro musical chega aos cinemas. A partir de hoje, a rede Cinemark destaca algumas de suas salas para exibir espetáculos gravados no teatro, guardando o frescor da atuação e a reação do público. Trata-se de uma experiência que já se revelou bem sucedida com a ópera - ingressos para ver montagens integrais como Aída e Madame Butterfly esgotaram-se em pouco tempo.

A experiência começa com Memphis, que será exibido deste sábado até terça-feira em cinco salas de shoppings paulistanos, além de outras nove cidades. Entre os dias 24 e 27 deste mês, será a vez de Jekyll & Hyde: O Médico e o Monstro, e a programação se completa com Smokey Joe’s Café, que será exibido durante a Copa do Mundo, entre os dias 21 e 24 de junho.

"Os musicais são hoje um grande sucesso não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil. Ao apresentar espetáculos de grande sucesso da Broadway, esperamos reunir tanto os fãs quanto quem ainda não conhece o gênero", comenta Bettina Boklis, diretora de marketing do Cinemark.

A proposta é válida, especialmente se as exibições repetirem a técnica de filmagem de outros musicais cujas apresentações estão disponíveis em DVD. É o caso de Company, recente clássico (outro mais) de Stephen Sondheim, lançado aqui pela Flashstar Home Video - graças a uma direção hábil, privilegiando as técnicas cinematográficas, o espectador não tem o desconforto de assistir a um teatro filmado, ainda que a presença de público seja notável por conta das risadas e das palmas.

A escolha das três peças musicais para começar tal empreitada é interessante. Em 2010, Memphis ganhou quatro prêmios Tony (inclusive o de melhor produção do gênero) ao mostrar a trajetória de um DJ de rádio branco que se apaixona, nos anos 1950, por uma bela cantora negra.

A época foi marcada por grande distinção entre as raças, o que praticamente impossibilitava o casamento. Mesmo assim, o DJ faz o possível para que a cantora traga sua voz e música para fora dos clubes de dança e vá para as ondas de rádio dos Estados Unidos. O conflito amoroso é o ponto de partida para uma verdadeira viagem pelo rock’n’roll, blues e gospel, ritmos que, nos anos 1950, provocavam uma verdadeira ebulição na música americana e mundial.

Inspirado no clássico livro de Robert Louis Stevenson, Jekyll & Hyde: O Médico e o Monstro traz uma versão original norte-americana de Steve Cuden e Frank Wildhorn e já chegou a mais de 17 países desde a estreia no Plymouth Theater, em Nova York. E, em cada um deles, recebeu matizes e tonalidades próprias.

Inclusive no Brasil, onde foi montado em 2010, com Nando Prado, Kiara Sasso e Kacau Gomes nos papéis principais - a do médico que desenvolve uma dupla personalidade ao buscar uma fórmula para isolar o lado mau das pessoas e, por isso, se vê dividido entre o amor pela noiva Emma e a atração pela prostituta Lucy.

A ação se passa na Londres de 1885, o que torna o musical uma peça mais soturna e dramática. A versão brasileira contou com cenários que vinham com a assinatura de J. C. Serroni e figurinos encomendados ao estilista Fause Haten.

Mais solar, Smokey Joe’s Café traz músicas facilmente reconhecidas pelo público, mas assinadas por uma dupla praticamente anônima, Jerry Leiber e Mike Stoller. Em formato de revista, a montagem, que ganhou o prêmio Grammy de 1996, não tem um tema central - são quase duas horas de duração e muito rock.

MUSICAIS NO CINEMA

Rede Cinemark. ‘Menphis’ - de 10 a 13/5; ‘Jekyll & Hyde: O Médico e o Monstro’ - de 24 a 27/5. ‘Smokey Joe’s Café’ - de 21 a 24/6

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