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Museus britânicos cortam pessoal e contratam voluntários

Setor tenta resistir ao corte de orçamento, imposto pelo governo para tentar superar a crise

EFE

01 de outubro de 2013 | 16h56

Em meio à crise econômica, os museus britânicos cortaram pessoal e aumentaram o número de bolsistas e voluntários, de acordo com um estudo divulgado hoje (1.º) pela Associação Nacional de Museus do Reino Unido.

Mais de 21% dos museus e galerias do Reino Unido reduziram em 10% o número de empregados entre julho de 2012 e julho de 2013. A análise, feita a partir de informações fornecidas por 120 museus e galerias, indica que a metade deles decidiu aumentar a quantidade de pessoas que trabalham sem cobrar. "Os bolsistas e voluntários têm muito a oferecer, mas nunca podem substituir pessoas qualificadas e com experiência", disse o diretor da Associação de Museus, Mark Taylor.

De acordo com os dados, a decisão dos estabelecimentos de cortar pessoal está relacionada principalmente ao corte do investimento público, que afetou metade dos museus. Os museus também notaram um decréscimo nos aportes financeiros procedentes de indivíduos. "A possibilidade de um aumento da filantropia parece limitada em muitas partes do Reino Unido. Os esforços filantrópicos não vão substituir o financiamento público", pontuou Taylor.

Dos museus consultados, 28% reduziram a quantidade de eventos gratuitos que oferecem. Desde outubro de 2010, o governo britânico de coalizão — formado por conservadores e liberais — aplica um forte programa de redução do setor público para fazer frente à crise e ao déficit do país.

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