Museus brasileiros recebem R$ 20 milhões

Os museus brasileiros vão receber quase R$20 milhões de empresas estatais em 2005, por patrocínio direto ou pela Lei Rouanet. O anúncio foi feito hoje no MuseuHistórico Nacional (MHN), um dos beneficiados, onde o ministro da Cultura, Gilberto Gil, inaugurou a mostra Artes TradicionaisPortuguesas, e a nova ala circulação pública. Esta é a primeira grande inauguração do MinC neste governo e outras estãoprevistas até 2006, na rede de museus federais, e nos regionais, públicos ou privados. O dinheiro virá da Caixa EconômicaFederal (CEF), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Petrobrás. ?Vamos usar também verbaorçamentária e precisamos de parcerias com outras estatais?, comentou Gil.Há três semanas, a CEF assinou no Rio convênio com o MinC liberando R$ 11 milhões. Desta verba, R$ 6 milhões vão paraquatro museus federais: o Nacional de Belas Artes e o Histórico Nacional, no Rio, que receberão R$ 1,9 milhão cada; o Museuda Inconfidência, em Ouro Preto, e o Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador, que dividirão R$ 2,2 milhões. Os outros R$5 milhões serão distribuídos entre projetos de instituições públicas e privadas a serem selecionados em concorrência pública atéo fim do ano.O BNDES destinará entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, em patrocínio direto, à estrutura física dos acervos. O anúncio foi feitoao Estado no mês de julho e, desde então, o MinC negociou com o banco um convênio para determinar quem será beneficiado. APetrobrás não definiu quanto destinará, mas o próximo edital de seus patrocínios culturais, a ser lançado em dezembro, terá umarubrica exclusiva para museus. ?Haverá também dinheiro do Fundo Nacional da Cultura, para o Castro Maya e o Villa-Lobos, aquino Rio, e para a continuação das obras do Histórico Nacional?, prometeu o diretor de museus do Instituto do Patrimônio Históricoe Artístico Nacional (Iphan), José do Nascimento Júnior.Cooperação- A exposição Artes Tradicionais Portuguesas é parte de um ciclo de eventos sobre aquele país que acontece estemês no Rio. Por isso, o primeiro-ministro luso, Pedro Santana Lopes, e a ministra da Cultura de lá, Maria João Bustorff Silva,vieram ao Rio. Eles aproveitaram para assinar um convênio de cooperação entre o Instituto de Museus de Portugal, criado em1993, quando Lopes era ministro da Cultura, e o seu correspondente brasileiro, cuja criação é meta da gestão de Gilberto Gil.?A troca de experiências e informações entre os dois países se fundamenta no nosso passado comum e na responsabilidadefutura com outras nações que também falam a nosso idioma?, lembrou Gilberto Gil. ?Portugal se sente tranqüilo com a liderança do Brasil nessa comunidade de língua portuguesa?, completou Lopes.?O Brasil, por ser um país emergente e de força no cenário mundial tem condições de tornar o português língua oficial de todos osórgãos internacionais e espalhar nosso idioma por toda a América Latina.?

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