Museu Nacional de Belas Artes retrata acervo em livro

Depois de 17 anos, o Museu Nacional deBelas Artes (MNBA) está lançando um novo livro que retrata seuacervo. São 200 imagens de um conjunto de 16 mil obras, entreelas as que compõem a maior coleção de arte brasileira do século19. E ainda histórias sobre as grandes exposições de mestresinternacionais realizadas no espaço - uma bela construção de1908 que ocupa um quarteirão da Avenida Rio Branco, no centro doRio, erguida para ser sede da Escola Nacional de Belas Artes. Olançamento no Rio será na quinta-feira no MNBA e, em breve, vaichegar a São Paulo, no Instituto Cultural Banco Santos (RuaHungria, 1.100, Jardim Paulistano).A diretora do MNBA, Heloisa Lustosa, conta que apublicação, financiada pelo Banco Santos, é uma reivindicaçãoantiga dos visitantes. "Eles vêm aqui e reclamam que não existeum livro com fotos do acervo." Ela diz ainda que o livro é umamostra de tudo de mais importante que aconteceu na artebrasileira desde o século 17, incluindo obras de artistascontemporâneos, que ficam na galeria do século 21. Obras dobarroco italiano e flamengo holandês também estão presentes.Patrocinado pelo Banco Safra, o último livro do museufoi publicado em 1985. Desde então, foram ganhos 8,5 mil metrosquadrados em galerias abertas ao público (hoje são 10,5 milmetros quadrados) e adquiridas peças importantes para o acervo -como 17 óleos sobre tela e desenhos de Fernando Diniz, quatropainéis de Portinari e peças da cultura popular e indígena.A publicação, de 750 páginas, conta um pouco da históriado museu, mostra as mudanças pelas quais passou o prédio elembra a reabertura, em novembro de 1991, da grande galeria dosséculos 17, 18 e 19, que expõe a mais importante coleção de artebrasileira desses períodos. O espaço estava fechado havia trêsanos e teve seu tamanho ampliado de 2 mil para 4 mil metrosquadrados com a reforma.Em 1997, o pátio ganhou o painel de azulejos SantaBárbara, de Djanira, que retrata as mortes ocorridas naconstrução do túnel Santa Bárbara. A obra estava deteriorada porestar dentro do túnel e foi restaurada ao ir para o museu. Umantigo estacionamento deu lugar ao jardim de Burle Marx - oúltimo projetado por ele. Esculturas de bronze do acervo domuseu também fazem parte do cenário.As exposições de mestres estrangeiros, que nos últimosoito anos levaram multidões ao museu, não ficaram de fora. Asobras famosas de Boudin, Rodin, Monet, Dalí, Botero, El Greco,Velázquez e Goya deram ao MNBA recorde de público. Amodernização da reserva técnica (onde ficam as obras que estãofora de exibição), a informatização do banco de dados dainstituição e as mudanças na iluminação e na fachada também sãomostradas.

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