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Museu italiano queima obras de arte para protestar contra crise

Diretor da instituição já destruiu duas pinturas e selecionou outras três para a semana que vem

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19 de abril de 2012 | 16h43

Um diretor de museu italiano de Nápoles prometeu queimar três obras de arte por semana para protestar contra a falta de investimentos na cultura.

Antonio Manfredi planeja atear fogo em uma fotografia chamada O grande circo da Humanidade, de Filippos Tsitsopoulus, nesta quinta-feira. Ele já destruiu duas pinturas e selecionou outras três obras da coleção do museu, de mil peças, para a semana que vem.

Manfredi, de 50 anos, é um artista que há sete anos é diretor do Museu de Arte Contemporânea de Casoria.

O museu não recebe dinheiro público. Mas a recessão eliminou as fontes de financiamento privado que ele tinha e Manfredi disse que a máfia local, a Camorra, ganhou mais poder na área ao comprar negócios em dificuldades.

"Não sei mais a quem recorrer por dinheiro", disse Manfredi à Reuters. "E eu me recuso a pedir à Camorra."

Pior do que a falta de dinheiro é a indiferença dos políticos com relação à condição da vasta riqueza cultural do país, que está cada vez mais falida, enquanto cresce a influência da máfia, disse ele.

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