Museu do Prado valoriza tapeçarias com 1a exposição do gênero

As tapeçarias eram o objeto de luxo por excelência no Renascimento, e, embora tenham perdido o espaço que ocupavam no passado nas grandes mansões, uma exposição no Museu Nacional do Prado pretender devolver o valor esquecido a essas grandes peças de arte antiga.

REUTERS

31 de maio de 2010 | 17h54

A mostra "Os amores de Mercúrio e Herse. Uma tapeçaria de Willem de Pannemaker", que poderá ser visitada entre 1 de junho e 26 de setembro, é a primeira desse tipo organizada pelo museu madrilenho.

A mostra reúne oito grandes tapeçarias de tema mitológico criadas no início do século 16 e que estavam dispersas até o início do século 20.

"Quando estudamos os inventários da época, comprovamos que as tapeçarias eram as peças mais valiosas de toda a coleção artística, com a exceção de uma ou outra joia. Eram a maneira de representar o poder, a ornamentação", explicou Leticia Azcue, chefe de Conservação de Escultura e Artes Decorativas do Museu do Prado, ao apresentar a exposição na segunda-feira.

As tapeçarias reunidas na exposição transcrevem em fios de ouro e seda os versos de Ovídio sobre os amores do deus Mercúrio, filho e mensageiro de Júpiter, e Herse, filha do rei de Ática.

(Reportagem de Blanca Rodríguez)

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