Museu do Prado conclui reforma e fica 50% maior

Depois de 15 anos de polêmicas, cinco anos de trabalho e uma despesa de 152 milhões de euros (R$ 300 milhões), foi apresentado no domingo, 1, à imprensa a ampliação do Museu do Prado, que agora tem 22 mil metros quadrados a mais - um aumento de 50% em relação à área antiga. Trata-se da mais importante reforma nos dois séculos de história do museu madrilenho. "É a experiência mais importante da minha vida política", disse o ministro da Cultura Carmen Calvo, que apresentou aos jornalistas a obra concluída, fruto de um projeto de Rafael Moneo. A reforma incluiu o transporte, pedra por pedra, do Claustro dos Jerônimos da igreja vizinha, que abrigará algumas das mais belas esculturas do museu. O arquiteto disse que a ampliação foi "a mais respeitosa possível" ao antigo edifício de Villanueva. O presidente do patronato do museu Rodrigo Uria também rebateu as críticas, afirmando que o dinheiro não foi gasto à toa. Uria afirmou que "152 milhões de euros (R$ 300 milhões) por 22.040 metros quadrados fazem quase seis mil euros (R$ 12 mil) por metro quadrado, um preço pelo qual ninguém no bairro venderia sua casa" e acrescentou que a ampliação "influenciou positivamente a estética" da região. Nestes cinco anos, o museu seguiu aberto a visitas. A nova estrutura deve descongestionar o edifício, que tinha capacidade física de expor apenas um sétimo de sua coleção. As 40 novas salas serão apresentadas ao público no próximo mês, mas somente em outubro se tornarão parte integrante do museu. Para a inauguração está prevista uma grande mostra dedicada à pintura espanhola do século 19. O Prado foi construído por Carlos III no final do século 18 como parte do desenvolvimento urbano que deveria dar a Madri o aspecto de capital de um grande império.

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