Museu do Holocausto recebe prêmio Príncipe de Astúrias

Prêmio de 50 mil euros se devem ao seu trabalho pela superação do ódio, do racismo e da intolerância

Blanca Rodríguez, da Reuters,

12 de setembro de 2007 | 12h34

O Museu do Holocausto de Jerusalém, Yad Vashem, foi agraciado nesta quarta-feira, 12, com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia 2007 por seu trabalho pela superação do ódio, do racismo e da intolerância.A Autoridade Nacional para a Memória dos Mártires e Heróis do Holocausto, nome oficial da instituição premiada, é um complexo de mais de 4.000 metros quadrados que inclui vários monumentos comemorativos, um museu histórico e um arquivo central. Sua candidatura tinha sido proposta pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel.   "Único no mundo a honrar também as pessoas que arriscaram suas vidas para salvar judeus vitimados pelo Holocausto, o Yad Vashem se tornou o mais importante banco de documentos, centro de estudos e pesquisas de um dos maiores genocídios da história da humanidade", disse a Fundação que outorga os prêmios, em comunicado.O arquivo do Museu contém 62 milhões de documentos, além de 267.500 fotos e milhares de vídeos com depoimentos de sobreviventes. No ano passado, o prêmio da Concórdia foi dado ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).Cada um dos prêmios Príncipes de Astúrias, que começaram a ser entregues em 1981, é acompanhado por 50 mil euros e uma escultura de Joan Miró. Eles são entregues todos os anos na cidade espanhola de Oviedo, em cerimônia presidida pelos Príncipes de Astúrias.

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