Reprodução
Reprodução

Museu de Nova York recebe quadro desaparecido pelo correio

Obra do russo Nicholas Roerich havia sumido há mais de um mês e foi devolvida em perfeito estado

18 de agosto de 2009 | 10h59

Um quadro do artista russo Nicholas Roerich avaliado em US$ 70 mil (mais de R$ 130 mil) e que tinha desaparecido de um museu que leva seu nome em Nova York foi devolvido à instituição pelo correio e em perfeito estado, informou nesta terça-feira, 18, o jornal New York Post em sua edição online.

 

A obra "Talung Monastery", que tinha desaparecido em junho do pequeno museu dedicado a Roerich (1874-1947), retornou na sexta-feira ao local dentro de um envelope pardo e envolta em dois pedaços de papelão.

 

"Pensei que se tratava de uma mala direta. Abri o envelope e todo mundo começou a pular de alegria", disse ao jornal o diretor do Museu, Daniel Entin, que, após recuperar a obra de maneira tão incomum, se disse "aliviado e surpreso".

 

Entin afirmou que não esperava recuperar o quadro, cujo envelope possuía carimbos de um escritório postal do bairro nova-iorquino do Brooklyn e um remetente cujo endereço é da mesma região. A Polícia de Nova York investiga agora esses dados para esclarecer o que aconteceu com a obra de arte.

 

O museu, que conta com apenas quatro empregados e recebe em média 25 visitantes por dia, foi alvo do roubo de outra obra de Roerich em 24 de junho, quando "The Himalayas", um desenho a lápis feito durante os anos 30 e que ainda se encontra em paradeiro desconhecido, desapareceu do local. Quatro dias depois dessa perda, os responsáveis pelo museu, que reúne cerca de 200 obras do artista russo, se deram conta de que "Talung Monastery", um óleo sobre tela de 1928, também tinha sumido.

 

As autoridades ainda não puderam esclarecer, nem com a ajuda das câmeras de vigilância do edifício, como as obras desapareceram sem que ninguém de dentro do museu percebesse. Entin descartou ao New York Post que os ladrões das obras estejam entre os poucos funcionários do museu, para ele, "um grupo muito unido".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.