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Museu de Baltimore anuncia restauro de obra perdida de Renoir

Quadro desaparecido nos anos 1950 foi encontrado em casa de leilões por mulher que supostamente o comprou em mercado de pulgas

EFE

13 de janeiro de 2014 | 15h35

O Museu de Arte de Baltimore, nos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira, 13, que irá recuperar um quadro do impressionista francês Pierre Auguste Renoir roubado em 1951 e levado em 2012 a uma casa de leilões por uma mulher que afirmou tê-lo adquirido por 7 dólares em um mercado de pulgas. "A pintura está em boas condições", afirmou a diretora de comunicações da instituição, Annie Mannix Brown.

Na semana passada, um juiz determinou que a obra Paysage Bord du Seine, que possui 14 centímetros por 23 centímetros, e foi pintada em 1879, pertence oficialmente ao Museu. "A obra está atualmente com o FBI, e esperamos poder exibí-la já em março", acrescentou Brown.

A diretora da casa de leilões Potomack Company, em Arlington, em Virgínia, contou que no ano retrasado uma cliente pediu a avaliação de um quadro comprado dentro de um lote por sete dólares após ter identificado uma etiqueta com o nome Renoir nela. A casa determinou que trata-ve de um trabalho autêntico, e então buscou informações de um possível roubo ou desaparecimento da obra. Nada foi encontrado uma vez que nos anos 1950, quando o quadro foi roubado, não haviam registros.

Em setembro daquele ano, a casa anunciou que colocaria a pintura a venda em um leilão com preço estimado entre 75 mil e 100 mil dólares. O anúncio assinalava que a obra tinha pertencido a Herbert L. May, esposo de uma doadora de obras de arte do Museu de Baltimore. Brown conta que reconheceu o nome de May e passou um aviso aos curadores do Museu e que, depois de uma busca nos registros sem encontrar menção à pintura, "tudo veio à luz".

A notícia também  chamou a atenção de um jornalista do The Washington Post, que encontrou um documento na biblioteca do mudeu onde se disia que a pintura havia sido emprestada para uma exposição em 1937. Então, o museu encontrou um cartão que documentava o roubo do quadro em 1951. Três dias antes do leilão, o museu informou que a obra havia sido roubada, e Wainstein, por sua vez, notificou o FBI, que tomou custódia da pintura.

A história teve outra virada quando o irmão de Marcia Fuqua, que levou o quadro à casa de leilões, afirmou que o quadro estava na casa de sua família há décadas, muito antes da suposta compra no mercado de pulgas.

Em março do ano passado, o estado de Virgínia começou um julgamento para determinar o verdadeiro proprietário do quadro. A empresa de seguros Fireman's Fund, que pagara US$ 2.500 dólares ao museu pela peça roubada teria, em tese, a posse do quadro, mas renunciou a ela, assim como a Potomack. O juíz, por fim, pôs fim à disputa sem, contudo, pronunciar-se sobre como a mulher adquiriu a pintura.

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