Museu Britânico enfrenta crise financeira

O Museu Britânico está em crise. Responsável por um dos maiores e mais valiosos acervos de todo o mundo, a instituição corre o risco de ver-se obrigada a cancelar exposições de sua agenda e suspender os planos de expansão. A crise é financeira, e acusa o impacto sobre o turismo provocado pela volta da febre aftosa, dos atentados terroristas aos Estados Unidos e também da nova política de financiamento do governo. Conforme anúncio feito hoje pelo porta-voz da casa, a situação financeira é "grave" e vai afetar os serviços e as atividades que hoje oferecemos". A museu já acumula déficit de US$ 4,4 milhões. Seus administradores alegam que a mudança do governo em relação à política de entrada gratuita do museu está pressionando ainda mais sua crise financeira. O governo vinha liberando verba para outros museus que decidiram deixar de cobrar entrada. Mas recusou-se a fazer o mesmo com o Museu Britânico, que é uma instituição pública. "O resultado é que recebemos um castigo duplo", avaliou a diretora Suzanna Taverne. Para o Departamento de Cultura, porém, a crise do museu é reflexo dos gastos excessivos empregados em seu projeto de recuperação, concluído no ano passado a um custo de US$ 147 milhões. Um assessor do departamento garante que o governo vai socorrer o museu. Mas advertiu que, caso a crise financeira se prolongue, nada, nem o museu que guarda a famosa Pedra de Roseta, pode se considerar sagrado.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2001 | 17h59

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