Musas da "Playboy" enxugam medidas, diz estudo

Após analisar os corpos de 577 mulheres que ilustraram a capa da revista Playboy, de 1953 a 2001, um grupo de pesquisadores da Áustria e Canadá comprovou, cientificamente, uma tendência notada há anos: as belas modelos curvilíneas são coisa do passado. Os especialistas concluíram que o peso dasbeldades não diminuiu, mas seios e quadris sim, e as cinturas estão também cada vez mais finas, criando um visual mais andrógeno.O estudo foi publicado ontem na tradicional edição de Natal doBritish Medical Journal. Mas deixou algumas perguntas no ar.A idéia de mulher atraente mudou através dos tempos? Ou simplesmente a revista Playboy está em sintonia com o que os homens acham atraente? "É difícil separar causa de efeito", disse o coordenador do estudo, Martin Voracek, pesquisador na Universidade de Viena, na Áustria. "Tudo queposso dizer é que a atração não é tão simples e constante todo otempo", explicou.Adrian Furnham, professor de Psicologia na Universidade deLondres e que conduziu estudos sobre a atração feminina, preferenão tirar conclusões precipitadas. "Alguns anos atrás, aPlayboy era o supra-sumo, mas agora há dezenas delas por aí.Você necessita de uma gama de publicações de diferentes paísespara chegar a um padrão consistente", avaliou.O porta-voz da revista, Bill Farley, admitiu que as curvasdas modelos de capa mudaram ao longo dos anos. "Das décadas de1950 a 1960, a normal cultural eram as figuras mais curvilíneas,como Marilyn Monroe e Jayne Mansfield e isso foi refletido naspáginas da revista. Hoje em dia as mulheres estão mais atléticas, mais no mundo dos negócios e mais inclinadas a fazer regimes edietas. Seus corpos mudaram e nós refletimos isso nas páginas dePlaybou também."

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