Municipal: novos nomes e projetos para 2001

Árias selecionadas de oito óperas de Giuseppe Verdi, cujo centenário comemora-se este ano, formam o primeiro grande evento da temporada lírica do Teatro Municipal no primeiro ano da administração da prefeita Marta Suplicy. O anúncio foi feito ontem em entrevista coletiva do secretário de Cultura, Marco Aurélio Garcia, e da nova diretora do Municipal, Lúcia Camargo.Garcia anunciou a exoneração de Júlio Medaglia e disse que nos próximos dias terá o nome do novo regente da sinfônica. O secretário disse que o teatro não será "simplesmente uma casa de espetáculo, mas um espaço cultural". Entre as prioridades da nova direção, estão a reestruturação dos corpos estáveis e o incremento da Orquestra Sinfônica Municipal. "Vamos buscar um regente residente que contará com auxílio de um maestro visitante, provavelmente um estrangeiro", disse Garcia.Não à privatização - Lúcia Camargo, ex-secretária de Cultura do Estado do Paraná, disse que buscará uma direção colegiada em sua gestão e adiantou que as portas da instituição para parcerias "estarão escancaradas". Não há, contudo, nenhuma intenção, salientou Garcia, de se privatizar o Municipal. Sobre os patronos do teatro, ele adiantou que "eles não têm o monopólio da direção, pois o teatro é público e não serão tolerados mecanismos de privatização".Um dos objetivos colocados por Lúcia é a ampliação do público que freqüenta o teatro. As estratégias para se conseguir isso não foram adiantadas, mas está sendo estudada cobrança mais barata de ingressos. Os corpos estáveis também deverão se deslocar da sede da instituição para outros locais da cidade. "A população precisa desfrutar dos bens culturais, mas com excelência, não vamos apelar para o popularesco", afirmou Garcia.Entre as ações visando à comodidade e segurança para o público, o secretário disse que vai terminar com a venda de ingressos por cambistas e estudar a criação de um estacionamento. No primeiro ano, uma das tarefas da nova diretora será elaborar uma programação lírica e musical por semestre, e, a partir de 2002, consolidar um calendário anual. Por meio disso, segundo ela, será possível vender bilhetes pela Internet. A burocracia também será uma pedra no caminho da nova direção. Garcia disse ser necessária uma pequena reforma administrativa para tornar a instituição mais dinâmica. Ele se referiu às disparidades nos contratos dos funcionários dos corpos estáveis e ao próprio cargo de diretor do teatro, que, oficialmente, não existe. O primeiro ato de Lúcia Camargo será pagar cerca de 600 salários atrasados de funcionários da instituição.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2001 | 14h52

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