Municipal do Rio anuncia programação

Romeu e Julieta, de Vassiliev, em maio com Mistlav Rostroprovitch regendo a Orquestra do TeatroMunicipal; La Gioconda, de Ponchielli, e Fosca, óperasrivais, respectivamente em julho e novembro, e a manutenção dasséries vespertinas Ópera do Meio-Dia, Concertos no Foyer, Músicado Brasil e Cartas de Amor. Em linhas gerais, essa é aprogramação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, anunciada naterça-feira pela presidente da fundação que administra a casa,Dalal Aschar, em coletiva que teve a presença do governadorAnthony Garotinho e da secretária de Estado de Cultura, HelenaSevero. Eles comemoravam o aumento em 66% do público da casa,com relação ao ano anterior. Em 2001, os espetáculos produzidospelo Municipal foram vistos por 274.501 pessoas, ante 164.986pessoas em 2000. Contando com as produções em que o teatro foicedido a particulares, o público total sobe mais ainda, vai para387.141 pessoas. "Ganhamos um novo público que popularizou a nossaprogramação", comemorou Dalal. "Nossos corpos estáveis, balé,ópera e coro, também lucraram porque nunca se apresentaramtanto. Pela primeira vez, em muitos anos, a programação própriado teatro foi duas vezes maior que a trazida por produtores defora." Para este ano, a previsão é de continuar a crescer.Estão programados quatro óperas, quatro balés, dois espetáculosinfantis e a manutenção das séries. O governo estadual destinou R$ 19 milhões às novasproduções do Municipal e ainda prometeu realizar, até março,concurso para preenchimento de 160 vagas nos três corposestáveis da casa. O último concurso ocorreu em 1985. Garotinhoconfirmou que deixa o governo em abril, mas acredita que avice-governadora Benedita da Silva, sua substituta, vá manter ocompromisso: "Tecnicamente, ela pode até mudar de idéia, masesta é uma decisão institucional e, quando se pensa assim, hácontinuidade administrativa." Helena Severo lembrou que, em 2002, o governo estadualvai destinar R$ 40,5 milhões na produção de espetáculos. Além doverba do Municipal, R$ 12 milhões foram para o financiamento decinema, R$ 7 milhões para espetáculos de teatro, R$ 1 milhãopara dança e R$ 1,5 milhão música erudita.

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