Joe Raedle/Getty Images/AFP
Joe Raedle/Getty Images/AFP

Mundo das artes nos EUA reage à proposta de Trump de cortar financiamentos para cultura

Presidente dos EUA quer cortar programas federais de apoio a artes, humanidades e meios de comunicação

EFE

17 Março 2017 | 10h58

LOS ANGELES - O mundo do cinema e da música arremeteu contra o presidente dos Estados Unidos Donald Trump pelos cortes que ele planeja fazer nos recursos destinados a arte e cultura.

O projeto de orçamento de Trump para 2018, apresentado na quinta-feira, 16, propõe suprimir o financiamento federal aos programas nacionais de artes e humanidades (National Endowment for the Arts e National Endowment for the Humanities), o que seria um forte golpe a museus e organizações culturais nos EUA, assim como a eliminação dos fundos para a Corporação de Meios Públicos (Corporation for Public Broadcasting), que inclui a rádio NPR e a TV PBS.

A cifra dos programas chega perto de US$ 1 bilhão, uma quantidade reduzida se comparada ao gasto total, mas a medida marca o enfrentamento de Trump com o setor cultural e os meios de comunicação.

Entre as numerosas vozes que criticaram os planos de Trump, está a Academia de Gravação dos EUA, que concede o Grammy. "O amor à música e às artes nos une a todos e celebra a riqueza da cultura estadounidense e nosso espírito de curiosidade e criatividade", disse em um comunicado Neil Portnow, presidente da Academia.

O Instituto Sundance, dedicado à promoção e defesa do cinema independente, assegurou nas redes sociais que apoia energicamente os Programas Nacionais para a Arte, e que este é um "momento crucial para construir uma cultura que valorize os artistas e que entenda os importantes benefícios econômicos de se investir em artes".

Os sindicatos de diretores (DGA), atores (SAG), roteiristas (WGA) e técnicos e empregados de bastidores (IATSE) de Hollywood se reuniram em um comunicado conjunto para solicitar que se conservem os recursos federais destinados à cultura.

"Cortar o apoio federal a esses problemas não apenas prejudicará aos artistas e aqueles que se beneficiam de seu trabalho, mas também enviará uma mensagem danosa às gerações futuras sobre o poder da arte e seu lugar em nossa cultura", diz a nota.

Várias estrelas de cinema também se posicionaram contrárias à medida, como Julie Andrews, Jamie Lee Curtis e Judd Apatow.

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