EFE / EPA / FILIPPO VENEZIA
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Mundo da cultura na Itália protesta por medidas contra a covid-19

O fechamento das salas de cinema e de teatros decidido por decreto desencadeou um movimento de protesto pacífico por parte de atores, diretores, cantores e intelectuais

Agências, AFP

27 de outubro de 2020 | 15h40

ROMA, ITÁLIA - O mundo da cultura da Itália, desde o grande maestro Riccardo Muti, passando pelos cineastas Marco Bellocchio e Nanni Moretti, protestou nesta terça-feira, 27, contra as novas restrições de saúde impostas pelo governo para frear o preocupante aumento dos casos de coronavírus

O fechamento das salas de cinema e de teatros decidido por decreto desencadeou um movimento de protesto pacífico por parte de atores, diretores, cantores e intelectuais, que pediram publicamente ao chefe de Governo Giuseppe Conte e ao ministro da Cultura Dario Franceschini que suspendam a medida.

Entre os manifestantes estão importantes diretores de cinema, entre eles Gianni Amelio, Pupi Avati, Marco Bellocchio, Nanni Moretti, Giuliano Montaldo, Paolo Taviani, Enrico Vanzina, Paolo Virzì, todos preocupados com a crise desatada nesse setor após o primeiro confinamento de março e que corre o risco de se agravar com as novas medidas.



"Os novos decretos afetam o setor que mais se adaptou de maneira correta e respeitosa às medidas prescritas pelos protocolos sanitários", alertam em um comunicado.

As poucas salas de cinema e de concertos que abriram nas distintas cidades da península, assim como os festivais realizados, implementaram dois lugares livres entre os espectadores, a obrigação de reservar a entrada online e o uso de máscara permanente.

"Segundo os últimos estudos, os teatros e as salas de concerto e de cinema estão entre os lugares mais seguros do país. Em virtude disso, não entendemos a lógica com a qual essas atividades foram suspensas", lamentam os signatários.

O primeiro-ministro respondeu nesta terça-feira o maestro Muti em uma carta na qual manifesta seu respeito e admiração por esse setor e explica que "nunca o considerou supérfluo" e que o critério adotado foi o de "reduzir a socialização e as ocasiões de reunião, com o objetivo de diminuir drasticamente o número de contatos pessoais".  

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