Mulheres sorridentes e uma língua universal

Além de Brenda Boykin, que ganhou o público de imediato com a força de sua voz e de sua presença, o festival Alemanha Groove, também trouxe outras mulheres sorridentes, com atrativos especiais, cada uma no seu estilo.

Lauro Lisboa Garcia, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2013 | 02h06

A atração mais conhecida do evento, o grupo De-Phazz, que emplacou hits como The Mambo Craze e Something Special por aqui, fechou a noite de sábado um tom ligeiramente abaixo do grupo anterior, Bahama Soul Club. Ambos têm a mesma vocalista, Pat Appleton, que no final do segundo show (mais pra lounge do que pra pista) já demonstrava cansaço, e também pouca disposição em atender a pedidos de canções dos fãs.

Engraçadíssima, a brasileira Gilda Rebello, radicada desde muito jovem na Alemanha, foi um show à parte na apresentação do Tape Five, de electro swing, com um pé na nostalgia do charleston e outro na batida eletrônica. Cheia de caras e bocas, interpretando canções agitadas e acompanhada de uma excelente banda, Gilda trouxe uma atmosfera de cabaré chique e divertido para o festival.

Também afiada no português, a italiana Sara Alba deu toque de graça à superbanda de Bebo Baldan (ou Bebo Best) e brincou com Brenda Boykin na breve, mas marcante participação da americana no show de sábado. Segunda atração da festa de encerramento, a animadíssima DJane Lady Smiles mostrou que está em pé de igualdade com qualquer homem experiente no ramo.

Atuando na área há sete anos, ela fez o melhor set do domingo, com muitas levadas afro-latinas e uma canção brasileira, Tranquilo (Kassin), terminando em altíssimo astral, com um sample de Let the Sunshine in (Fifth Dimension) e dançando muito. Mais tarde, sacudindo sua invejável magreza na plateia, ao som do DJ Gardener of Delight, ela disse que ficou muito satisfeita em tocar para os brasileiros, que adora esses ritmos todos e que para ela música e dança são linguagens que não se prendem a origens e fronteiras: "Pouco importa de onde somos, estamos abertos para o mundo e falamos a mesma língua universal". / L.L.G.

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