Muito emocionada, viúva de Jair Rodrigues se sente mal e vai para casa

Clodine deve voltar nesta sexta de manhã ao velório, que recebeu várias personalidades, lembrando vida e carreira do artista

O Estado de S. paulo

08 de maio de 2014 | 23h19

Amigo da família desde a infância, o cantor Wilson Simoninha, filho de Wilson Simonal (1939-2000), ajudou a carregar o caixão de Jair Rodrigues para o velório, na noite de quinta-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Bastante abalado, ele lembrou a grande amizade entre seu pai e Jair e da estreita convivência entre as duas famílias. "Era amigo e fã dele, que até batizou um dos meus filhos, o Gabriel. Estou arrasado", desabafou.

Pouco depois das 21h30, a viúva de Jair Rodrigues, Clodine, se sentiu mal e foi levada para casa pela filha, a cantora Luciana Mello. Elas devem voltar ao velório na manhã desta sexta-feira para acompanhar, a partir das 8 horas, a saída do cortejo da Assembleia Legislativa em direção ao Cemitério Gethsêmani, para o enterro marcado para as 11 horas.

Durante o velório, chorando muito, a cantora Roberta Miranda falou: "Eu queria ouvir meu nome no rádio, um dia eu estava na Avenida São João e Jair disse que 'Majestade e o Sabiá' era da Roberta Miranda. Comecei a chorar, foi a partir dele que as gravadoras se interessaram por mim. Ele abriu as portas. Não queria ter vindo, não tenho estrutura, está doendo muito. Ele era uma pessoa muito feliz e não tinha máscara".

Também entre lágrimas, o cantor Supla reafirmou o caráter inovador do Jairzão e recordou o primeiro encontro entre eles. "Foi em 1986, no programa do Raul Gil. Ouvia muito minha avó cantando 'Disparada'. Tenho muito respeito por ele."´

É de longa data que a cantora Simony conhece Jair Rodrigues. Na década de 1980, ela trabalhou ao lado do filho do cantor, Jairzinho, agora Jair Oliveira, no programa infantil 'Balão Mágico'. "Eu o chamava de tio. É uma grande perda, ele deixou coisas lindas, musicalmente. Lembro dele dando pulos, sempre tão alegre", avalia.

"O Jair era a representação da vida em pessoa", contou, emocionada, a cantora Luiza Possi. "Tive oportunidade de cantar com ele e foi uma coisa linda."

Assim como o cantor Agnaldo Rayol, o rapper Rappin' Hood também acredita que Jair Rodrigues foi um dos precursores do rap. "Ele foi além do rap e participou de todos os estilos", afirmou.

"Um eterno moleque." A definição de Jair feita pelo apresentador Raul Gil foi partilhada pelo amigo, o comediante Ari Toledo que ainda perguntou: "E agora, o que vamos fazer sem ele?".

Entre as várias homenagens programadas para Jair Rodrigues, está a do programa 'Altas Horas, da Globo, que é apresentado por Serginho Groisman.

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