Marcos Hermes
Marcos Hermes

MPB, Broadway e mostra Play! são boas opções para o fim de semana

Dentre os destaques, shows de Chico César e Geraldo Azevedo, Maria Rita e Assucena cantando Gal Costa

Danilo Casaletti, Especial para o Estadão

07 de janeiro de 2022 | 05h00

Chico César e Geraldo Azevedo cantam juntos

A música do sertão nordestino sempre fez parte das obras de Geraldo Azevedo e Chico César. É nesse universo, de canções feitas por nomes como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, que eles se encontram, embora sejam de gerações e regiões diferentes – Azevedo, 76 anos, é de Petrolina, Pernambuco; Chico tem 57 e nasceu em Catolé do Rocha, Paraíba.

Os dois artistas colocam essa afinidade no palco, no show Violivoz, que chega pela primeira vez a São Paulo neste fim de semana. No repertório, canções que fazem parte da carreira de ambos, como Bicho de 7 Cabeças, Dia Branco, Mama África, À Primeira Vista e Menina do Lido.

“Geraldo Azevedo é um dos meus heróis da canção brasileira que se apoia no violão. Estar com ele é como estar numa nuvem nordestina no céu do Brasil”, diz Chico, que conta que a ideia de criarem um show juntos nasceu depois de uma apresentação carnavalesca no palco do mesmo Sesc Pinheiros onde eles se apresentam. “Somar no palco com Chico tem sido uma experiência maravilhosa. Além de um artista excepcional, ele é uma pessoa incrível. Temos uma afinidade muito bonita”, conta Azevedo.

Sobre o repertório, Chico explica como foram as escolhas e revela que haverá músicas inéditas. “Quisemos tocar as que já tínhamos na memória afetiva e compusemos também.” Azevedo diz que as apresentações serão especiais: “É isso que o público paulistano pode esperar: dois artistas concretizando o sonho de uma turnê”.

Hoje (7) e sáb. (8), 21h; dom. (9), 18h. Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. R. Paes Leme, 195, Pinheiros. R$ 20/R$ 40. bit.ly/showchicoegeraldo

Loco por ti

O grupo Raíces de América, que atualmente reúne músicos brasileiros, argentinos e chilenos, comemora 40 anos de carreira com repertório que inclui clássicos de compositores como Chico Buarque, Milton Nascimento, Vinicius de Moraes, Pablo Milanés, Geraldo Vandré, Violeta Parra e Atahualpa Yupanqui. Seu repertório, registrado em 13 discos, possui alguns clássicos do cancioneiro latino-americano e brasileiro como Soy Loco Por Ti América e Guantanamera.

Hoje (7) e sáb. (8), 21h. Sesc Belenzinho. R. Padre Adelino, 1.000, Belenzinho. R$ 20/R$ 40. bit.ly/showraicesdeamerica 

Maria Rita

Acompanhada do violonista Leandro Pereira, a cantora Maria Rita faz show com versões intimistas de seus grandes sucessos, entre eles, Tá Perdoado, Cara Valente, Maltratar Não É Direito e Num Corpo Só, além de Romaria, música lançada por sua mãe, Elis Regina. Será a primeira vez que Maria Rita apresenta nos palcos esse show, que foi criado durante a pandemia, inspirado nas lives em que o público era convidado a “entrar” na casa dos artistas. 

Sáb. (8), 21h e dom. (9), 20h. Teatro J. Safra. Rua Josef Kryss, 318, Barra Funda. R$ 120/R$ 250. bit.ly/showmariaritaviolao

Let it Go

O espetáculo No Mundo Encantado apresenta músicas que fizeram sucesso em desenhos clássicos da Disney, entre eles, O Rei Leão, A Bela e a Fera, Frozen e Moana. As músicas são interpretadas pelo Coral Vozearte, com um total de 60 vozes, e por uma orquestra de 14 músicos. A adaptação e regência é do maestro Rodrigo Hyppolito. É preciso apresentar comprovante de vacinação para entrar no Teatro Liberdade.

Hoje (7) e sáb. (8), 20h30. Teatro Liberdade. R. São Joaquim, 129,  Liberdade. R$ 20/R$ 60. Duração:  75 minutos. Livre. bit.ly/shownomundodadisney

Para Johnny Alf

O saxofonista e flautista Mauro Senise faz o lançamento de seu mais novo álbum, Ilusão à toa – Mauro Senise toca Johnny Alf, um tributo a um dos precursores da bossa nova, como canções como Rapaz de Bem, Céu e Mar e Eu e a Brisa. A cantora Mônica Salmaso faz participação especial. Hoje (7), 20h. Blue Note. Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2.073, 2° andar, Metrô Consolação. R$ 90. bit.ly/showmaurosenise

Assucena canta Gal

A cantora Assucena, ex- vocalista da banda "As Baías e a Cozinha Mineira", apresenta o show Rio e também posso chorarFatal 50, um tributo ao emblemático disco lançado por Gal Costa em 1971. Entre as canções do repertório, estão Dê um Rolê, de Moraes Moreira e Luiz Galvão, e Valor Barato, de Waly Salomão e Jards Macalé – ambas continuam atuais. 4ª (12), 21h30. Casa de Francisca. R. Quintino Bocaiúva, 22, Sé. R$ 80. bit.ly/showassucenagal

Tributo a elas

A cantora Izzy Gordon faz show em que reverencia mulheres que foram sua referência na música no show Rainhas. Nessa lista estão nomes como as sambistas Dona Ivone Lara e Leci Brandão, a cantora Elza Soares e nomes internacionais como Ella Fitzgerald, Nina Simone, Aretha Franklin e Beyoncé. Dom. (9), 19h30. Bourbon Street. R. Dos Chanés, 127, Moema. R$ 65. bit.ly/showizzygordon

Do virtual para o palco

Nascido em uma live, o projeto Ana Cañas canta Belchior, que virou álbum e turnê, traz a cantora interpretando músicas importantes da carreira do compositor cearense. Entre as 14 faixas, estão Paralelas, Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte, Coração Selvagem e Medo de Avião. Hoje (7) e sáb. (8), 20h; dom. (9), 18h. Sesc 24 de Maio. R. 24 de Maio, 109, República. R$ 20/R$ 40. bit.ly/showanacanasbelchior

Teatro

O musical Um Dia na Broadway, de Billy Bond, reproduz a atmosfera de importantes espetáculos do famoso centro de entretenimento de Nova York, como Evita, Chicago, Grease, O Fantasma da Ópera e Cats. O musical conta com efeitos especiais, orquestra e um grupo de bailarinos. No elenco, Luiz Pacini, Alvinho de Padula e Titzi Oliveira. 

Cinderella, com direção de dramaturgia de Marcio Yacoff, conta uma das histórias mais famosas da literatura mundial com uma linguagem contemporânea e 37 canções. Os protagonistas são interpretados pelos atores Yasmine Mahfuz e Diego Luri. 

Um Dia na Broadway: Estreia sáb. (8). Sáb., 21h; dom., 19h. Teatro Claro. Shopping Villa Olímpia. Rua Olimpíadas, 360, V. Olímpia. R$ 75/R$ 200. Até 30/1. bit.ly/teatrobroadway. Cinderella: Estreia sáb. (8). Sáb., 16h; dom., 15h30. Teatro Claro. Shopping Villa Olímpia. Rua Olimpíadas, 360, V. Olímpia. R$ 75/R$ 200. bit.ly/teatrocinderella

Dos livros para o palco

O Náufrago, adaptação do romance do escritor austríaco Thomas Bernhard, traz a história de três exímios estudantes de piano. Um deles tem sua vida arruinada quando ouve um dos colegas tocar a obra Variações Goldberg, de Bach. A adaptação, encenação e direção é de William Pereira. 

Estreia: 5ª (13). 5ª, 6ª e sáb., 20h. Sesc Bom Retiro. Al. Nothmann, 185, Campos Elíseos. R$ 20/R$ 40. Até 5/2. bit.ly/teatroonaufrago

Online

O espetáculo online Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Aquilombados no Oficina mostra história de um grupo de atores que se preparava para encenar a peça Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias, quando chegou a pandemia. A versão, filmada no Teatro Oficina, usa imagens que mostram um teatro lotado. Direção: Claudia Schapira e Luaa Gabanini. Estreia 3ª (11). 3ª a dom., 18h e 21h. Grátis. Até 16/1 no Youtube

História e patrimônio

O CCBB realiza a Visita Teatralizada ao CCBB: O Banco do Brasil, O Centro Cultural e a Cidade de São Paulo – Uma Viagem no Tempo. Por meio de quatro personagens (uma vendedora de frutas, um arquiteto, uma fotógrafa e um grupo de choro), teletransportados por uma máquina do tempo e trazidos do século 19, os espectadores passam a conhecer melhor a história da cidade. Estreia sáb. (8). 11h. Grátis (com reservas: bit.ly/teatrovisitaccbb). Até 29/1.

Crime e música

Com versão brasileira de Anna Toledo, a comédia musical policial Assassinato para Dois conta a história de um policial (Thiago Perticarrari), que investiga um assassinato, e a personagem de Marcel Octavio, que assume o papel dos suspeitos. A direção geral é de Zé Henrique de Paula e a musical, de Fernanda Maia. Reestreia: 3ª (11). Teatro das Artes. Shopping Eldorado. Av. Rebouças, 3.970, Pinheiros. 3ª e 4ª, 20h. R$ 70. bit.ly/teatroassassinatoparadois

Exposição

Game ao ar livre

A edição deste ano da mostra Play!  leva três diferentes e novos jogos para o Vale do Anhangabaú para que os amantes do gênero possam aproveitar momentos de diversão e reflexão. Um deles é o Aya, criado pelo estúdio de afro games Sue The Real. Nele, os jogadores precisam plantar sementes de sonhos e podar os pesadelos. Já o PixelPong, criado por Ricardo Palmieri, traz referência do clássico Pong do Atari e é controlado pelo corpo dos participantes, o que deve transformar um dos cartões postais da cidade em um grande campo de pingue-pongue. A obra Vice-Verso, de Dimitre Lima e Karol Avarenga, funciona como um filtro coletivo que transforma os rostos dos jogadores em personagens virtuais fictícios. Inauguração sáb. (8). 12h/20h. Grátis (por ordem de chegada).  

Da Polônia para o Brasil

A exposição Babinski, 90 comemora as nove décadas de vida do artista Maciej Babinski, nascido em Varsóvia, na Polônia, e que atualmente vive em Várzea Alegre, no Cariri, sul do Ceará. A mostra traz gravuras em metal concebidas pelo homenageado entre os anos de 2009 e 2021. A curadoria é do próprio Babinski em parceria com Eduardo Besen. Inauguração 3ª (11). 3ª a 6ª, 14h/18h. Galeria Gravura Brasileira. R. Ásia, 219, Cerqueira César. Grátis.

Última semana

A mostra Lygia Clark (1920-1988) 100 anos reúne cerca de 100 trabalhos da artista mineira, a maioria inéditos para o público brasileiro. São pinturas, desenhos, gravuras, bichos, trepantes, obra mole, casulo, objetos relacionais, fotografias e documentos selecionados pelo curador Max Perlingeiro. Entre as obras nunca exibidas para o público, está a coleção Bichos, pertencente ao crítico inglês Guy Brett, e a série Escadas, de 1947.  2ª a 6ª, 10h/18h; sáb., 10h/16h. Pinakotheke Cultural. R. Ministro Nelson Hungria, 200, Morumbi. Grátis. Até 15/1.

Pelo afeto

A mostra Afetividades Ordinárias traz 31 retratos feitos pelo fotógrafo  João Bertholini que mostram o cotidiano e o afeto de pessoas trans e travestis. O artista fotografou tanto ativistas de causas relacionadas ao gênero, como pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas de São Paulo. Bertholini também criou um fanzine, que será distribuído gratuitamente,  no qual, por meio de pintura, colagens e costuras, expõe o tema da liberdade. A curadoria é de Neon Cunha. 2ª a 6ª, 10h/21h; sáb. 11h/18h. Oficina Cultural Oswald de Andrade. R. Três Rios, 363, Bom Retiro, Grátis. Até 4/2.

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