Mostra na Pinacoteca valoriza a arte moderna

Encontros com o Modernismo, exposição que será inaugurada esta noite na Estação Pinacoteca, realiza um duplo movimento: valoriza a excelência da arte moderna e mostra que não existe apenas um modernismo, progressivo e linear. Mas sim uma superposição de caminhos e investigações que permeiam a produção visual do século 20. Para organizar os cerca de 80 trabalhos pertencentes ao acervo do Stedelijk Museum, o mais importante do gênero na Holanda, foram definidos três segmentos em torno dos quais se pode pensar a arte do período: Abstração, Expressionismo e Invenções Conceituais. Maarten Bertheux - diretor-adjunto da instituição holandesa e curador dessa exposição itinerante, que já foi vista em Shangai e Cingapura e depois segue para o Rio de Janeiro - usa essas três vertentes para organizar o pensamento, mas em nenhum momento faz uma divisão reducionista. Afinal, difícil dividir em categorias estanques artistas como Kandinsky, Barnett Newman ou Mark Rothko. "No nosso museu buscamos maneiras de desafiar o público a ver de maneira menos rígida. Existem muitas histórias da arte moderna, assim como não existe apenas um barroco", explica o historiador que, amanhã às 14h30, realiza workshop no MAM (Parque do Ibirapuera, Portão 3). Ao lado de Mondrian, Picasso, Duchamp, Dubuffet, Lucio Fontana, Pollock e Andy Warhol, foram incluídas 14 obras de artistas brasileiros do acervo da Pinacoteca, como Willys de Castro, Lygia Clark, Flávio de Carvalho, Tomie Ohtake, Nelson Leirner, Nuno Ramos - para citar alguns -, mostrando como a arte brasileira dialoga e constrói seu próprio caminho a partir dos modelos do centro hegemônico. Encontros com o Modernismo - Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, tel. 222-8968. De terça a domingo, das 10 horas às 18 horas. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até 3/10. Abertura hoje, às 19h30, para convidados.

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