Mostra exibe filmes premiados em Cannes, Veneza e Berlim

'Gomorra', sobre a máfia italiana, vai representar o país no Oscar e já causa problemas para autor do livro

Da Redação,

16 de outubro de 2008 | 19h47

A lista de filmes laureados desta edição da Mostra tem como principais ausências os vencedores dos festivais de Cannes (Entre Les Murs) e de Veneza (The Wrestler). Mas você só vai notar a falta deles se deixar de ver os outros filmes aprovados pelos festivais que estão na programação. Vencedores do prêmio de roteiro em Cannes, os belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne (de O Filho e A Criança) mostram O Silêncio de Lorna, sobre uma albanesa que precisa fazer certas concessões para conseguir a cidadania belga.  De Cannes vêm ainda os italianos Gomorra (Grande Prêmio do Júri), de Matteo Garrone, e  Il Divo (Prêmio do Júri), de Paolo Sorrentino. O primeiro fala da Camorra, a máfia do sul da Itália e tem causado constrangimento ao autor do livro que inspira o filme, Roberto Saviano, que tem recebido ameaças de morte por conta da obra. O filme vai representar o país no Oscar ao competir pelo prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. O segundo, reflete sobre as estruturas do poder do país. Che é o filme de duas partes (e de mais de quatro horas) em que Steven Soderbergh disseca Che Guevara com a ajuda do ator Benício Del Toro, premiado como melhor ator. E Three Monkeys é o novo trabalho do turco Nuri Ceylan, que ganhou o prêmio de direção. Vencedor da mostra Um Certo Olhar, também de Cannes, Tulpan é um drama de imagens documentais sobre um ex-marinheiro que vai viver no deserto do Casaquistão. Da mesma mostra vem Sonata de Tóquio, do Kiyoshi Kurosawa, sobre uma família japonesa em que se instala um mal-estar. De Berlim, a Mostra exibe A Canção dos Pardais, do iraniano Majid Majidi, que deu o prêmio de melhor ator a Reza Najie. E o documentário Procedimento Operacional Padrão, de Errol Morris (de Sob a Névoa da Guerra), que investiga a tortura de iraquianos na prisão de Abu Ghraib. Já do Festival de Veneza a Mostra relembra o drama Teza, um painel irregular da história da Etiópia - que levou os prêmios de roteiro e do júri. E Melancholia, filme filipino de mais de sete horas que se questiona sobre a tristeza.    

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