Mostra do Redescobrimento no Rio: dispersa e menor

Somente seis dos doze módulos da Mostra do Redescobrimento vêm ao Rio de Janeiro. É o que informaram hoje à tarde o governo do Estado e a Associação Brasil 500 anos, em reunião para assinatura do convênio de itinerância da mostra. Mesmo em formato menor, a exposição vai ser apresentada ao público carioca em seis locais diferentes.O Museu Nacional de Belas Artes vai abrigar o módulo Barroco, e a Casa França Brasil ficará com o módulo Negro de Corpo e Alma. No MAM, o visitante vai ver Artes Indígenas, no Paço Imperial verá as Imagens do Inconsciente. No Espaço Cultural dos Correios estará o módulo Cangaço. A carta de Pero Vaz de Caminha poderá ser vista no Museu Histórico Nacional, acompanhada de 22 obras nela inspiradas, de artistas portugueses e brasileiros. Apenas 400 obras de arte indígena, das 1,5 mil expostas em São Paulo, estarão no MAM, e dois artistas desfalcam o módulo Imagens do Inconsciente: Albino Brás e Darcílio Lima. As datas de início da mostra variam. A primeira parte aberta será o Cangaço, no dia 4 de outubro.A estimativa de gastos para trazer ao Rio a Mostra do Redescobrimento é de R$ 15 milhões. Durante a solenidade, Edemar Cid Ferreira, presidente da Associação Brasil 500, disse que o governo do Estado participaria com R$ 1 milhão. Já Garotinho sustentou que, do total, R$ 7 milhões virão do governo, "através de incentivos fiscais a algumas empresas".Edemar Cid Ferreira fez um balanço positivo da mostra em São Paulo, dizendo que a expectativa de público, que diminuiu de 1,5 milhão para 1 milhão, já foi superada. A Mostra do Redescobrimento já levou ao Ibirapuera 1,2 milhão de pessoas. Sobre isso, o governador Antony Garotinho disse que espera um público ainda maior. "Vamos levar as crianças e os jovens da rede estadual de ensino", declarou, ressaltando que a fragmentação da mostra pode resultar em aumento de público. Ao ser perguntada sobre preços, a coordenadora de itinerância da mostra Helena Severo disse que "isso vai ficar a critério de cada local de exposição". Garotinho e a organização pretendem estender a exposição até fevereiro de 2001, embora a programação esteja prevista até dezembro deste ano.

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