Mostra destaca arte cubana nos Estados Unidos

"Estamos caminhando para o olho da tempestade", declarou Gregorio Luke, diretor do Museu de Arte Latino-Americana em Long Beach, California. Criado há quatro anos com o intuito de divulgar o que é produzido nas artes plásticas da América Latina, o museu lançou esta semana a exposição Arte Contemporânea de Cuba: Ironia e Sobrevivência na Ilha da Utopia. O lançamento da mostra vem gerando polêmica. Pelo sim pelo não, o evento entra em cartaz num momento em que tudo provindo da Ilha parece interessante aos norte-americanos. A exposicão conta com 43 trabalhos de 19 artistas cubanos e tem atravessado o país nos últimos dois anos. Com isso, foi reservada pelo museu muito antes dos acontecimentos envolvendo o menino Elián Gonzales. Mas com o debate internacional que se estabeleceu, a disputa paterna entre Cuba e EUA, o evento passou a receber atenção redobrada por parte do público e da mídia, o que deixou Luke empolgado. Segundo ele, com as atenções voltadas para seu instituto, o museu finalmente poderá se estabelecer na comunidade e ganhar credibilidade no mundo da arte. Por outro lado, sabe também que seu grupo de trabalho terá que se defender dos que pensam ser qualquer manifestação artística cubana um apoio ao governo de Fidel Castro. "Lançar esta exposição não tem nada a ver com política. Trata-se de nossa missão. Eu acho ser extremamente importante falar da cultura de Cuba. Você não pode ser um museu de arte latino-americana que ignora uma das melhores artes produzida na América. A arte cubana merece ser vista", afirmou Gregório Luke.

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