Mostra de filmes de Fellini na agenda do CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB) divulgou sua programação para o ano que vem. Como já é depraxe, a diversidade, a contemporaneidade e a brasilidade marcamboa parte da agenda. Algumas boas exceções também farão aalegria do público de São Paulo, como a mostra Arte da África,que reúne 150 peças de diversos países, do século 15 ao 20,vindas do Museu Etnológico de Berlim, sob a curadoria de PeterJunge, a partir do dia 31 de janeiro. Ou a mostra de filmes dodiretor italiano Federico Fellini, em setembro. Chegaram às mãos dos programadores do CCBB de São Paulo,Rio e Brasília, cerca de 2.600 projetos. Em São Paulo, foramselecionados 58 e o investimento é de R$ 9 milhões. "Todos osprojetos que recebemos são analisados e passam por cincoinstâncias até a aprovação, o que leva de três a quatro meses. Oprocesso é criterioso, mas mantendo a independência de cadaunidade," explica o gerente de programação Marcos Mantoan. A instituição mantém para 2004 os investimentos emarte-educação. Um ônibus gratuito leva estudantes para visitasguiadas pelas exposições e oficinas educativas. Atualmente, sãoatendidas cerca de cinco escolas por dia. No âmbito do social,20% da bilheteria vai para o programa Fome Zero. "Começamos noano passado a atender crianças em situação de risco. Meninos emeninas que moram nos entornos do CCBB participam de oficinasvoltadas especialmente para eles. Além de funcionários treinadospara atender pessoas com deficiências, dentro do NovosOlhares." Quanto à programação, a área de artes plásticas abre oano com a exposição Arte da África, de 31 de janeiro a 28 demarço, um dos destaques do ano. Máscaras, esculturas,instrumentos musicais, objetos de rituais, adereços, design euma diversidade de elementos traçam um panorama da cultura ehistória da África subsaariana. Em abril, Nuno Ramos fará um ´site specific´, um diálogocom o prédio e o aniversário de três anos do CCBB em São Paulo.A retrospectiva dos 15 anos de carreira da artista RosanaPalazyan é destaque em julho e, de setembro a novembro, ReiMidas - Arte Contemporânea Italiana, um conjunto de obras queapontam para as tendências artísticas dos últimos 50 anos naItália. A curadoria é de Paolo Colombo e conta com cem obras dediferentes museus e galerias, entre elas a Galleria Nazionaled´Arte Moderna de Roma. Entre os artistas, Manzoni, Fontana,Burri e Twombly. Para fechar o ano, uma exposição com obras deFarnese de Andrade. Paralelamente à Rei Midas, com o intuito de promover umdiálogo entre as artes, um conjunto com 12 filmes do cineastaitaliano Federico Fellini será distribuído em três programassemanais. O Festival do Minuto Paulistano e o É Tudo Verdadecontinuam na agenda. Vale destacar a mostra Os Clássicos doCinema Espanhol, como filmes de Luis Buñuel e Carlos Saura,entre outros, e ainda a homenagem a dois diretores brasileiros:Carlos Manga e Domingos Oliveira, com direito a retrospectivacompleta e catálogo. No teatro, o ponto alto será a homenagem a RenatoBorghi: um espetáculo comemorará os 45 anos de carreira do ator,em abril. "O texto contará a história do teatro paulistano pormeio de suas memórias e experiências, tanto como profissional,como um atento observador dos fatos." Inspirado no teatro de revista, o Circo Grafitti conta ahistória da televisão brasileira por meio de esquetesbem-humoradas em Alô, Alô Terezinha!, de setembro a novembro.Texto inédito no Brasil, Cinema Éden foi inspirado na obra deMarguerite Duras, que comemora seus 90 anos em 2004. Com dadosbiográficos, o texto intimista terá direção de Emílio Di Biasi,com estréia prevista para novembro. Ainda no campo das artescênicas, o Dança em Pauta seguirá no formato inaugurado nesteano, com as atividades concentradas em junho. A curadoria é deAna Francisca Ponzio. Os trabalhos apresentados serão inéditos,contemporâneos, de artistas brasileiros e artistas estrangeiros,além de debates e oficinas. Os Encontros Improváveis, de março a novembro, levam aopalco parcerias inusitadas com figuras reconhecidas da música eprofissionais de outras áreas, como José Miguel Wisnik e odiretor de teatro José Celso Martinez Corrêa. Pela primeira vez,a vanguarda da música eletrônica invade o prédio no LivreElétron, com direção artística de Loop B, em abril. Forró deCabo a Rabo, em junho, trará a trajetória do forró e suaevolução histórica. A história dos festivais, que entre 1965 e1972 agitaram o cenário da música brasileira, será contada em AEra dos Festivais - o roteiro fica a cargo de Zuza Homem deMello e as músicas serão interpretadas por jovens artistas, quenão participaram desses festivais. Haverá, também, participaçõesespeciais, com a de Jair Rodrigues, em outubro.

Agencia Estado,

26 de dezembro de 2003 | 16h58

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