Mostra de Cinema de São Paulo exibirá 461 filmes

Para edição 2007, o organizador Leon Cakoff destaca a grande presença de filmes vindos da Armênia

AE, Agencia Estado

18 Outubro 2007 | 12h14

Faz 31 anos que acontece a mesma coisa. Chega esta época do ano e a pulsação dos cinéfilos começa a ficar acelerada. Bate aquele peso na consciência de perder tempo com qualquer outra coisa que não seja os filmes que a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo traz à cidade. Neste ano, a partir de amanhã, serão 461 produções em cartaz.         Veja também: Especial Mostra Internacional de Cinema de São Paulo  Leon Cakoff, o organizador, diz que os destaques deste ano ficam por conta dos filmes e demais atrações, já que os prêmios em dinheiro (R$ 600 mil) ficaram apenas para comemorar o aniversário de 30 anos do evento, em 2006. "A qualidade dos filmes é tamanha que não precisa de mais nada para tornar a Mostra um grande evento da cidade", diz Cakoff, que recebeu mais de mil inscrições de filmes neste ano. "A dificuldade permanece a mesma: ter que recusar metade dos inscritos." Para a edição 2007, Cakoff destaca a grande presença de filmes vindos de uma ex-república da União Soviética, a Armênia. São cinco no total, de diretores daquele país ou que falam sobre os conflitos e os dramas vividos por sua população. A Mostra continua no tradicional formato: o público indica por voto os filmes preferidos e, na segunda semana, um júri técnico analisa os filmes votados e congratula com um troféu os vencedores. O Brasil, segundo Cakoff, continua com uma lista atraente de longas. "O Brasil vem ganhando moral para a divulgação de seus filmes no exterior porque os diretores estão conseguindo fazer filmes regionais cada vez melhores e com um apelo universal", opina. A Mostra homenageará dois grandes diretores com retrospectivas de suas obras e ambos estarão em São Paulo para conferir o evento. O cineasta chinês Jia Zhang-Ke, crítico feroz da globalização e seus efeitos na juventude, levou o Leão de Ouro em Veneza por Em Busca da Vida e terá todas as suas obras revistas. O francês Claude Lelouch, que começou a filmar em 1961, já levou prêmios no Oscar, Cannes, etc., e mostrará seus mais premiados filmes. Jean-Paul Civeyrac, nome promissor do cinema francês, também ganha retrospectiva, mas não veio a São Paulo. É uma rara oportunidade de ver o seu trabalho, porque nenhum de seus filmes foi lançado no Brasil até hoje. As informações são do Jornal da Tarde Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Frei Caneca Unibanco Arteplex, Espaço Unibanco, Cine Bombril, Cinesesc, Reserva Cultural, HSBC Belas Artes, Sala Cinemateca, iG Cine, Shopping Morumbi, Cinemark Eldorado. A exibição é gratuita em: Olido, Faap, Vão livre do Masp, CCSP e Memorial da América Latina. Site www.mostra.org/

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