Mostra apresenta os espaços culturais

Como parte do projeto A RecenteTrajetória da Arte Brasileira, que o Instituto Tomie Ohtakeapresenta neste semestre, será inaugurada nesta quinta-feira, aexposição intitulada Edifício da Arte, que tem como objetivorefletir sobre os novos espaços culturais brasileiros quesurgiram na última década. Idealizada pelo diretor do instituto,Ricardo Ohtake, e com curadoria-geral de Agnaldo Farias, amostra foi feita em parceria com a Petrobras Distribuidora e é asegunda iniciativa no âmbito do projeto. Até recentemente oinstituto exibia uma seleção de obras pertencentes à coleção dearte contemporânea de João Sattamini. A exposição Edifício da Arte dá ênfase ao surgimentode uma série de novos espaços culturais no País, quer sejamprojetos novos, quer readequações de espaços já existentes. Decaráter mais documental, a mostra é formada por painéisfotográficos e textos explicativos sobre 19 dessas instituições,espalhadas por dez diferentes cidades brasileiras: Recife,Fortaleza, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro,Niterói, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, mas também reúneuma seleção de belas imagens, flagrantes de uma diversidadearquitetônica e cultural característica do nosso país. Os espaços culturais escolhidos para serem apresentadosforam os mais diversos. Entre eles estão o Itaú Cultural, quetem o privilégio de ter o respaldo de uma das mais ricasinstituições financeiras por trás; a Fundação Joaquim Nabuco,que vem desenvolvendo um trabalho importante e de ponta nacapital pernambucana; a Pinacoteca do Estado, uma das poucasorganizações públicas (trata-se de um órgão da Secretaria deCultura do Estado de São Paulo) a conseguir desenvolver umapolítica ativa nesta última década neoliberal. Convém mencionartambém a regionalização de algumas iniciativas, como o CentroCultural Banco do Brasil (CCBB), que agora conta com filiais nãoapenas no Rio, mas em Brasília e São Paulo. Os outros institutos presentes na exposição são o Museude Arte Contemporânea da Prefeitura de Niterói; Museu de Arte daPampulha (os dois últimos criados por Oscar Niemeyer); FundaçãoIberê Camargo (cujo projeto, de Álvaro Siza, acaba de receber oLeão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza); Museu de ArteModerna Aloísio Magalhães; Museu de Arte do Rio Grande do SulAdo Malagoli; Novo Museu Arte Arquitetura de Curitiba; a Oca(cujo nome oficial é Pavilhão Lucas Nogueira Garcez); SantanderCultural; Museu de Arte Moderna da Bahia; Centro de Arte HélioOiticica; Museu Nacional de Belas Artes; Centro Dragão do Mar deArte e Cultura; e o próprio Instituto Tomie Ohtake. O fato de a exposição estar sendo montada por um dessesnovos centros culturais já é significativa e indica o ensejo dosorganizadores de reafirmar a necessidade de se criar novosestímulos para a produção artística nacional. "No Brasil, osespaços culturais e de exposição aparecem simultaneamente àtentativa de tornar o País uma nação que possa dialogar com osmais desenvolvidos", escreve Ricardo Ohtake no texto docatálogo. Em seguida, ele apresenta as perguntas básicas queinspiraram a exposição: "quais os objetivos na abertura dessesespaços?" Ou ainda pergunta se cada uma das instituições cumprefunções mercadológicas, sociais e culturais. A partir dasrespostas de cada entidade, o objetivo foi traçar os perfis decada uma dessas instituições. Apesar de afirmar a importânciadesses novos centros, Ricardo Ohtake faz questão de ressaltarque os museus tradicionais - não enfocados nessa pesquisa -continuam desenvolvendo um importante papel e cumprindo suafunção entre o grande público. As próximas exposições do projeto "A Recente Trajetóriada Arte Brasileira serão: Modos de Conceituar o Espaço eNovas Direções.Serviço - Edifício da Arte. De terça a domingo,das 11 às 20horas. Instituto Tomie Ohtake. Avenida Faria Lima, 201, SãoPaulo, tel. 6844-1900. Até 13/10. Abertura, quinta-feira às 20horas. Patrocínio: Petrobras Distribuidora

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