Morte de Arduíno Colasanti assusta Nelson Pereira

O cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 85 anos, afirmou que "levou um susto" quando soube, pela imprensa, sobre a morte do ator Arduíno Colasanti, de 78. Amigos há quase 50 anos, desde o filme "El Justiceiro", em 1967, eles também trabalharam juntos em "Como é gostoso o meu francês", de 1971, que teria sido o primeiro nu frontal do cinema nacional.

THAISE CONSTANCIO, Agência Estado

23 de fevereiro de 2014 | 18h01

"Nossos encontros eram raros, mas sempre mantivemos contato, mesmo depois dos filmes. Levei um susto quando soube da morte dele", afirmou Santos, que só soube da morte depois de receber uma ligação de um jornalista para falar sobre o amigo. Apesar da distância, Colasanti, que morava em Niterói, na região metropolitana do Rio, sempre visitava o amigo quando ia ao cinema no Rio.

O cineasta relembrou com saudade das filmagens, quando Colasanti atuou com estrelas do cinema nacional como Leila Diniz, Ana Maria Magalhães, Nilo Parente e com o próprio pai Manfredo Colasanti. "Foi um momento muito bom da minha vida conhecer o Arduíno. Ele colaborava com toda a equipe porque tinha muita habilidade com tudo. Além de ator, ele tinha trabalhava na organização do cenário, na fotografia, no que precisasse".

A cidade de Paraty, na Costa Verde do Rio, foi o cenário de "Como era gostoso meu francês". "Nos exilamos em Paraty quando descobrimos que lá era um lugar onde poderíamos ficar longe da repressão da ditadura e trabalhar com calma. Era um lugar isolado, só havia uma estrada para chegar".

Arduíno Colasanti será enterrado no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, às 14h desta segunda-feira, 24. Ele morreu neste sábado, 22, aos 78 anos, após uma parada cardíaca em decorrência de uma infecção hospitalar.

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