Morre, vítima de câncer, a soprano americana Beverly Sills

Grande figura da ópera atual, cantora gravou 18 espetáculos e vários álbuns solo

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h40

Beverly Sills, soprano que marcou a história da ópera nos Estados Unidos, morreu na segunda-feira, 2, aos 78 anos, de câncer, segundo informações oficiais.Seu agente disse que ela morreu em Nova York, após uma longa luta contra o câncer, desde 1974, quando foi operada e o problema parecia ter sido eliminado.Beverly, nascida no Brooklyn (Nova York), era mais conhecida por seu apelido de "Bubbles". Ela deixou de cantar em 1980. No entanto, sua figura e sua música se mantiveram no meio artístico dos Estados Unidos através de apresentações na televisão, atuando com a comediante Carol Burnett, sua amiga.As duas montaram um programa cantando duetos de temas tradicionais, acrescentando seus próprios versos.AclamadaEntre suas gravações se incluem a premiada Manon. Em 1978, com Music of Victor Herbert, ganhou o Grammy, o maior prêmio da músicados Estados Unidos.Nascida como Belle Miriam Silverman, a cantora gravou 18 óperas, vários álbuns de solos e apareceu em especiais de televisão.Foi uma das grandes figuras da ópera atual, segundo seus biógrafos. Após estrear na Filadélfia em 1947, em Carmen, de Georges Bizet, Beverly começou a subir até se transformar na grande figura da Ópera da Cidade de Nova York. Em 1955 interpretou o papel principal da ópera Die Fledermaus de Johann Strauss.Posteriormente, foi aclamada pela crítica por suas interpretações em The Ballad of Baby Dow, Manon de Massenet, e Giulio Cesare de Handel.Atividade beneficente Em 1980 recebeu a Medalha da Liberdade, concedida pelo então presidente Jimmy Carter.Em 1979 assumiu a direção da Ópera da Cidade de Nova York, cargo que exerceu até 1989. Mais tarde, em 1994, foi nomeada para a direção do centro cultural nova-iorquino Lincoln Center. Em 2002 assumiu o comando da mais importante ópera da cidade, a Metropolitan, onde ficou até 2005, quando anunciou sua aposentadoria.Nos últimos anos, grande parte de sua atividade era recolher ajuda para crianças deficientes. Segundo seus biógrafos, ela reuniu US$ 70 milhões.Seus filhos, Muffy e Peter, tiveram deficiências. Muffy sofreu uma perda irreversível da audição, e Peter, deficiência mental. Seu marido, Peter Greenough, morreu no ano passado, aos 89 anos.

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