Morre Pepín Bello, o grande catalisador da Geração de 27

Intelectual recebeu, ao longo dos seus 103 anos, vários prêmios, entre eles Medalha ao Mérito nas Belas Artes

Efe,

11 de janeiro de 2008 | 16h43

Pepín Bello, o último sobrevivente da Geração de 27 e grande catalisador desse grupo cultural, morreu nesta sexta-feira, 11, em sua casa, em Madri, aos 103 anos, informaram à Agência Efe fontes da família.   Bello foi amigo de Federico García Lorca, Luis Buñuel e Salvador Dalí, entre outros nomes da cultura espanhola.   O intelectual morreu enquanto dormia, como era de seu desejo. Bello não tinha nenhuma doença, e a causa da morte foi natural, segundo a família.   O corpo será velado nesta sexta e Pepín Bello será enterrado no sábado, 12, no cemitério de Almudena, em Madri.   José Bello Lasierra (1904, Huesca), mais conhecido como "Pepín", apesar de não deixar legado artístico, tem atribuídas as representações de sonhos denominadas putrefatos ou "carnuzos", utilizados por Dalí e Buñuel, assim como a criação dos anaglifos - superposição de duas imagens que produzem uma impressão de relevo.   O último testemunho vivo da Geração de 27 escreveu suas memórias no livro Conversas com José Pepín Bello, fruto de 40 horas de entrevista aos jornalistas e poetas David Castillo e Marc Sardá, que o definiram como "o grande catalisador" daquela geração.   Segundo os autores do livro, o período mais intenso da vida de Pepín Bello foi quando conheceu Lorca, Buñuel, Dalí, entre outros personagens.   Pepín Bello recebeu, ao longo dos seus 103 anos, numerosos prêmios, entre eles a Grande Cruz da Ordem Civil de Alfonso X, O Sábio, em 2001, e a Medalha ao Mérito nas Belas Artes, em 2004.

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