Morre o poeta Sebastião Uchôa Leite

O poeta Sebastião Uchôa Leite faleceu nesta quinta, às 11 horas, de insuficiência cardíaca, no HospitalSamaritano. O corpo será velado nesta tarde na capela 5 do Cemitério de São João Batista, no Rio e o e enterro ocorrerá amanhã, às 10 horas. O poeta tinha 68 anos e foi agraciado recentemente com o Prêmio Portugal Telecomde Literatura Brasileira, no qual ficou em segundo lugar com o livro A Regra Secreta(Landy, 2002).Um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea, Sebastião Uchôa Leite era pernambucano, nascido em Timbaúba, em 1935. Publicou nove livros e estreou na poesia em 1960, com Dez Sonetos sem Matéria. Nesta época, participava de um grupo de literatura com Luis Costa Lima, depois atuou no Suplemento Literário do principal jornal pernambucano, o Jornal do Comércio. No Recife, formou-se em Direito e Filosofia e depois que trocou a capital pernambucana pelo Rio de Janeiro, continuou trabalhando com traduções e edições de livros. Nos anos 70, trabalhou com Otto Maria Carpeaux e Antonio Houaiss em enciclopédias. Em 1980, ganhou o prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro Antilogia. Traduziu obras de vários autores, Julio Cortázar, Lewis Carroll, Stendhal e Octavio Paz entre eles, e ganhou um prêmio Jabuti pela tradução de Poesia de François Villon, em 2001. Publicou vários livros, entre eles Isso Não É Aquilo (1982), Obra em Dobras, (1988) e A Espreita (2000).Conheça um poema de Sebastoão Uchôa Leite: Insônia Respiratória Antes nunca Ouvira o invisível poema Do respirar: não Ouvira nada Só o silêncio dos órgãos Mas o segredo da vida Era isso Quando ninguém Se lembra do corpo Que de fato É feito da mesma matéria Do sono

Agencia Estado,

27 de novembro de 2003 | 15h51

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