Paul Mcerlane/AFP
Paul Mcerlane/AFP

Morre o poeta irlandês Seamus Heaney

Escritor ganhou o Prêmio Nobel de literatura de 1995

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2013 | 14h25

Vencedor do Nobel de literatura de 1995, o poeta irlandês Seamus Heaney, de 74 anos, morreu nesta sexta-feira (30), "após uma breve doença", segundo comunicado da família. Ele estava internado em um hospital em Dublin.

Discípulo do poeta Phlip Hobsbaum (1932-2005), Heaney era considerado o poeta irlandês mais importante desde W. B. Yeats (1865-1939). Filho mais velho de um agricultor católico, foi pouco a pouco se afastando do ambiente rural da meninice, primeiro para os estudos, como aluno interno, no St. Columb's College (graças a uma bolsa que recebeu em 1951), e, depois, para frequentar a Queen's University de Belfast, onde participou de um famoso grupo de "creative writing", organizado por Hobsbaum.

Segundo o professor e tradutor Paulo Vizioli, em artigo escrito para o Estado em 1998, Heaney era autor de versos precisos e cheios de frescor e tentava vencer "o paradoxo de estar se servindo da linguagem culta da poesia para dar voz a uma classe da qual sabe estar separado exatamente pelo domínio dessa linguagem alheia a ela, num dilema parecido com o do poeta inglês Tony Harrison ao procurar interpretar os sentimentos da classe operária da qual provém".

Ao anunciar o Prêmio Nobel, em 1995, a academia sueca destacou em sua obra a "beleza lírica e profunda ética que exaltam os milagres do dia a dia e o passado vivo".  No Brasil, teve publicado em 1998, pela Companhia das Letras, o volume bilíngue Poemas, com tradução de José Antônio Arantes.

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