Morre o poeta espanhol Ángel González

Considerado um dos últimos sobreviventes da Geração de 50, sua poesia varia entre solidariedade e liberdade

Efe

12 de janeiro de 2008 | 16h01

O poeta espanhol Ángel Gonzalez morreu nesta madrugada aos 82 anos em decorrência de uma parada respiratória, informaram à Agência Efe fontes ligadas à família. Ele estava internado há dois dias em um hospital de Madri. Amigos como José Manuel Caballero Bonald, Almudena Grandes e Luis García Montero acompanharam o poeta e sua esposa, Susana Rivera, em sua internação na clínica onde ele acabou morrendo. Seu corpo será cremado no domingo. "Mais do que a perda de um grande poeta, sentimos a perda do nosso imenso amigo", afirmou Luis García Montero.Nascido em Oviedo (norte da Espanha) em 6 de setembro de 1925,Ángel González Muñiz era professor de Letras.  Em 1985, ele recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras e, em 1996, o Rainha Sofía de Poesia ibero-americana. Considerado um dos últimos sobreviventes da Geração de 50, sua poesia social varia entre dois pólos temáticos, a solidariedade e a Liberdade. Entre sua obra poética estão "Áspero mundo" (1956), "Grado elemental" (1962), "A todo amor" (1988), a antologia "Lecciones de coisas y otros poemas" (1998), a seleção pessoal de cem poemas e outros inéditos "101+19=120 Poemas" (2000) e "Otoño y otras luces" (2001). González colaborou com o cantor Pedro Guerra no livro-disco "La palavra en el aire" (2003) e com o tenor Joaquín Pixar, o pianista Alejandro Zabala e o acordeonista Salvador Parada no álbum "Voz que soledad sonando" (2004). Em 1972, foi mora nos Estados Unidos, onde ensinou Literatura Contemporânea na Universidade de Alburquerque até se aposentar, em 1993.

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