David Corio/Redferns
David Corio/Redferns

Morre o cantor Gregory Isaacs

Mito elegante, rastaman vivia em Londres e sofria de câncer no pulmão

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2010 | 00h00

Uma das mais suaves e melancólicas vozes do reggae morreu anteontem aos 59 anos em Londres, o cantor jamaicano Gregory Isaacs. O músico sofria de câncer no pulmão e morreu em sua casa em Londres, informou à BBC sua viúva, Linda.

"Gregory foi muito amado por todos, seus fãs e sua família, e ele trabalhou duro para se certificar que sua música chegaria àqueles que ele amava e apreciava", disse sua mulher.

Em canções como Night Nurse, My Only Lover e Number One, dos anos 1980, que injetaram uma dose de existencialismo doce na indústria festiva do reggae, Isaacs se sobressaiu como um novo parâmetro de elegância no gênero, o que lhe valeu o apelido de Mr. Cool Ruler. Influenciou muita gente, especialmente expoentes da nova surf music, como Jack Johnson. O reggaeman chegou ao show biz em 1982, quando lançou o álbum Night Nurse, gravado nos estúdios de Bob Marley na Jamaica, o Tuff Gong. O disco alcançou o topo das paradas na Grã-Bretanha, para onde ele se mudaria - uma versão da música gravada por Sly and Robbie com o Simply Red ajudaria a espalhar seu nome.

Rastafari como seus irmãos, ele disse, em depoimento ao documentário Land of Look Behind, de 1982: "Rastafari é parte do meu negócio porque sem o rasta não haveria negócio. O rasta não é algo que você vai lá e se junta a ele. Não, é o próprio Jah que vai e toma você, foi ele quem me disse: Gregory, agora você vai me servir".

Gregory Anthony Isaacs nasceu em 15 de julho de 1951, em Fletchers Land, Kingston, Jamaica. "Ele foi um grande artista do reggae e também dono dos mais bem cortados ternos dos palcos globais", disse o cantor Suggs, que o homenageou durante a cerimônia dos Q Awards em Londres. Isaacs esteve no Brasil em 1999, no Via Funchal, numa edição nacional do Reggae Sunsplash Festival.

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